Cânions do Velho Chico: descubra o Monumento Natural do Rio São Francisco
Paredões rochosos, águas verde-esmeralda e a riqueza cultural do sertão conectam Alagoas, Sergipe e Bahia
Abraçando os estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, o Monumento Natural do Rio São Francisco é uma das unidades de conservação mais impressionantes do Nordeste brasileiro. Criada em 2009, a unidade protege cerca de 26 mil hectares ao longo do leito e das margens do Velho Chico, abrangendo municípios como Piranhas (AL), Canindé de São Francisco (SE) e Paulo Afonso (BA). O grande destaque da região são os Cânions do São Francisco, que estão entre os maiores cânions navegáveis do mundo.
A unidade desempenha um papel crucial na preservação do bioma Caatinga e dos ecossistemas aquáticos e terrestres do semiárido. Suas formações rochosas e a vegetação típica servem de refúgio para espécies exclusivas da fauna e flora brasileiras, além de abrigar sítios arqueológicos com pinturas rupestres.
Os atrativos da região combinam contemplação e imersão histórica. A experiência central é o passeio pelo Cânion do Xingó, onde visitantes navegam entre paredões avermelhados de mais de 50 metros de altura, que contrastam com o tom verde-esmeralda das águas. O percurso costuma incluir uma parada no famoso Paraíso do Talhado, um santuário entre as rochas, que é perfeito para banho e contemplação.
Além das paisagens naturais, a visita se conecta intensamente à cultura do sertão. É possível explorar trilhas históricas do Cangaço – como o percurso até a Grota do Angico, local do último combate de Lampião e Maria Bonita –, além de caminhar pelo charmoso Centro Histórico de Piranhas (AL).
Para chegar ao Monumento Natural do Rio São Francisco por via aérea, as principais portas de entrada são o Aeroporto Internacional de Aracaju (AJU), em Sergipe (a cerca de 200 km de Canindé de São Francisco), e o Aeroporto Internacional de Maceió (MCZ), em Alagoas (a aproximadamente 280 km de Piranhas).
A partir das capitais, o deslocamento até as cidades pode ser feito em carro, ônibus intermunicipais ou transfers privativos, operados por agências de turismo.
Por Bárbara Magalhães, do Ministério do Turismo
Fonte: Agência Gov / Governo Federal

