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Café arábica fecha em baixa, recuando da máxima de seis semanas

Os contratos futuros do café arábica fecharam em baixa de 4%, a US$3,2215 por libra-peso, após atingir máxima de seis semanas.

A Cooxupé informou que 87,5% da safra de 2026 foi colhida até 21 de agosto, abaixo dos 91,3% do ano anterior.

O açúcar bruto subiu 1,9%, para 17,59 centavos por libra-peso, impulsionado por previsões de queda na produção em diversos países.

NOVA YORK, 26 Ago (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica fecharam em baixa nesta quarta-feira, prolongando a retração do mercado em relação à máxima de seis semanas registrada na sessão anterior, enquanto os preços do açúcar apresentaram variações mistas.

* O café arábica fechou em queda de 4%, a US$3,2215 por libra-peso, o menor nível desde 17 de agosto. O mercado havia atingido uma máxima de seis semanas, de US$3,4565, na terça-feira, antes de reverter o curso e fechar em baixa.

* Operadores afirmaram que chuvas fracas estão previstas nas regiões cafeeiras do Brasil nos próximos dias, o que pode melhorar as perspectivas para a safra do próximo ano no maior produtor mundial.

* A colheita deste ano no Brasil está agora começando a chegar ao fim.

* A Cooxupé, maior cooperativa cafeeira do Brasil, informou na quarta-feira que seus produtores haviam colhido 87,5% da safra de 2026 até 21 de agosto, versus 81,1% registrados uma semana antes, mas abaixo dos 91,3% no mesmo período do ano passado.

* O mercado permaneceu sustentado, no entanto, pela escassez de oferta no curto prazo, com os estoques certificados continuando a diminuir.

* Os estoques na bolsa totalizavam 225.442 sacas em 25 de agosto, abaixo dos 229.214 sacas da semana anterior. No mesmo período do ano passado, os estoques totalizavam 729.934 sacas.

* O café robusta registrou queda de 2,1%, para US$ 3.614 por tonelada métrica.

* O açúcar bruto subiu 1,9%, para 17,59 centavos por libra-peso.

* Os corretores afirmaram que o mercado foi sustentado por possíveis quedas na produção em vários países, em alguns casos ligadas ao fortalecimento do fenômeno climático El Niño.

* A produtora francesa de açúcar Tereos espera que o calor extremo e a seca deste verão reduzam a produtividade da beterraba sacarina de seus produtores em mais de 20% em comparação com o ano passado, contribuindo para uma previsão de que a produção de açúcar da UE atinja o menor nível em 38 anos, informou a empresa na quarta-feira.

* O açúcar branco recuou 0,6%, para US$514 a tonelada.

(Reportagem de Nigel Hunt)


Fonte: Portal do Holanda

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