Brasil encara Marrocos em jogo de estreia complicado após ciclo turbulento para Copa do Mundo
O Brasil estreia na Copa do Mundo enfrentando o Marrocos, em um desafio complicado devido a lesões de jogadores-chave, incluindo Neymar.
Carlo Ancelotti, novo técnico da seleção brasileira, busca resgatar a equipe após três anos de turbulências e quatro treinadores.
Marrocos, surpreendente semifinalista em 2022, também enfrenta problemas, com a saída do técnico Walid Regragui e lesões de jogadores importantes.
EAST RUTHERFORD, Nova Jersey, 11 Jun (Reuters) – O Brasil inicia no sábado sua mais recente busca pelo tão esperado sexto título da Copa do Mundo, sem margem para um começo tranquilo, enfrentando de cara o promissor Marrocos na estreia do Grupo C, em partida que colocará à prova a capacidade da equipe de lidar com uma longa lista de lesionados.
A seleção brasileira chega à América do Norte sob o comando de Carlo Ancelotti, cuja estreia na Copa do Mundo como técnico ocorre pouco mais de um ano depois que ele deixou o Real Madrid, onde teve uma sequência brilhante de títulos europeus, para assumir uma das missões de resgate mais exigentes do futebol.
O Brasil passou por três anos turbulentos, quatro treinadores e uma série de decepções, enquanto o longo declínio de Neymar, de craque intocável a uma aposta em termos de condicionamento físico, aumentou a incerteza.
Enquanto outros times importantes têm a chance de estrear no torneio contra adversários mais modestos, o Brasil iniciará sua campanha contra o que deve ser seu maior desafio no Grupo C.
Marrocos foi a grande surpresa da Copa do Mundo de 2022 no Catar, eliminando Espanha e Portugal antes de perder para a França nas semifinais. Construída em torno de uma geração de jogadores formados nas bases e ligas da Espanha e da França, a seleção marroquina retorna com qualidade suficiente para tornar a noite de estreia do Brasil desconfortável.
No entanto, eles também chegam com suas próprias turbulências.
Marrocos começou 2026 perdendo a final da Copa Africana das Nações para o Senegal em casa, mas acabou recebendo o título em uma decisão polêmica após os rivais abandonarem o campo em protesto contra um pênalti marcado contra eles.
Semanas depois, o técnico de longa data Walid Regragui pediu demissão três meses antes da Copa do Mundo e foi substituído pelo belga Mohamed Ouahbi, promovido da base após levar Marrocos ao título da Copa do Mundo Sub-20 no Chile no ano passado.
As lesões agravaram a situação, com Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli sendo cortados da seleção de 26 jogadores após se machucarem no último amistoso de Marrocos contra a Noruega no domingo.
O Brasil também sofreu com uma avalanche de lesões.
Ancelotti perdeu Rodrygo, Estêvão, Éder Militão e Wesley, todos titulares em potencial, enquanto Neymar foi descartado para a partida contra Marrocos, pois continua se recuperando de uma lesão na panturrilha. Quando ele poderá retornar, e em que condições, permanece incerto.
O Brasil ainda conta com uma boa dupla de zagueiros centrais, Marquinhos e Gabriel Magalhães, mas Ancelotti precisa improvisar na lateral direita após perder Wesley e o versátil Militão.
Danilo e Ibañez disputam a vaga, com o meio-campista Ederson também sendo uma opção.
Mais à frente, Ancelotti vai contar fortemente com Vinícius Jr., a quem ele ajudou a transformar no Real Madrid em um dos atacantes mais devastadores do futebol.
O Brasil nunca entra discretamente em uma Copa do Mundo, mas as expectativas estão incomumente moderadas. Marrocos testará se a alquimia de Ancelotti nos clubes pode se repetir — e se o grande conto de fadas do Catar terá uma sequência.
Fonte: Portal do Holanda

