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Bola da “Mão de Deus” de Maradona vai a leilão em meio a uma alta nos preços de itens colecionáveis de futebol

A bola da "Mão de Deus", usada por Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986, será leiloada com lance inicial de 2,5 milhões de dólares.

O leilão ocorre em um cenário de crescimento no mercado de itens colecionáveis de futebol, impulsionado pela Copa do Mundo de 2026.

Especialistas destacam que o colecionismo de futebol tem crescido nos últimos anos, com valores altos sendo alcançados por itens de estrelas como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

25 de junho (Reuters) – A bola usada na partida das quartas de final da Copa do Mundo de 1986 entre a Argentina e a Inglaterra — que ficou famosa pelo gol da “Mão de Deus” de Diego Maradona — será leiloada com um lance inicial de 2,5 milhões de dólares (equivalente a 13 milhões de reais), informou a Heritage Auctions.

O item, que os leiloeiros descrevem como o “Santo Graal” dos colecionadores, pode atingir um preço comparável aos 9,2 milhões de dólares pagos em 2022 pela camisa usada por Maradona naquela mesma partida, segundo a casa de leilões.

Mike Provenzale, leiloeiro especialista da Heritage, disse que não há itens diretamente comparáveis para estimar quanto a bola poderia alcançar no leilão.

“É um item verdadeiramente único”, disse Provenzale à Reuters. “Provavelmente o item de futebol mais significativo que existe.”

O leilão ocorre em meio a um boom cada vez maior de itens colecionáveis de futebol, impulsionado ainda mais pela Copa do Mundo da Fifa de 2026, sendo realizada nos EUA, no Canadá e no México.

“Os EUA impulsionam o mercado de itens esportivos colecionáveis. Ele basicamente começou aqui e conta com uma enorme base de colecionadores, cujo número cresce exponencialmente”, disse Provenzale.

Embora o mercado de itens colecionáveis esportivos tenha sido tradicionalmente dominado pelos quatro esportes norte-americanos — basquete, beisebol, futebol americano e hóquei no gelo —, Provenzale afirmou que o colecionismo de futebol cresceu nos últimos seis a sete anos, ao lado de outros esportes que antes eram de nicho, como a Fórmula 1 e o wrestling.

Uma mudança importante foi o rápido crescimento de itens colecionáveis modernos, especialmente os cards. Segundo Provenzale, “valores incrivelmente altos” estão sendo alcançados neste momento por aqueles que retratam estrelas globais como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé.

Provenzale disse que grandes torneios, como a Copa do Mundo, serviram de catalisador, com o desempenho dos jogadores fazendo com que as avaliações subissem em tempo real.

“Temos alguns cards do Messi em leilão neste momento — na noite em que ele marcou três gols, o valor deles disparou”, disse.


Fonte: Portal do Holanda

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