Banda manauara se apresenta no Festival QuebraMar, no Amapá
Representando Manaus no Festival QuebraMar, a banda Casa de Caba levará ao Amapá uma trajetória de mais de uma década dedicada à difusão da cultura amazônica contemporânea.
Reconhecida por misturar elementos da música brasileira com experimentações sonoras e forte presença percussiva, a banda acumula participações em festivais, turnês por diferentes estados do país e importantes iniciativas culturais da região Norte, consolidando-se como um dos projetos musicais mais relevantes da cena amazônica atual.
Formado em 2012, atualmente o grupo é composto por Magaiver Santos (voz e violão), Jeorgio Claudino (voz e guitarra); Samir Torres (voz e baixo); Diogo Navia (flauta); Cleumir Leda (flauta, saxofone, guitarra); Paulo Pereira (percussão); Erika Tahiane (percussão); e João Carlos Ribeiro (bateria).
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Com uma proposta artística que expressa a força da identidade urbana manauara, a Casa de Caba reafirma, no QuebraMar, seu compromisso com a valorização e a circulação da cultura produzida na Amazônia brasileira.
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Importância do festival
O Festival QuebraMar é realizado no Amapá desde 2008. É considerado um dos mais importantes festivais de cultura, música independente e artes integradas da Amazônia, reunindo artistas de diferentes territórios amazônicos.
Em sua 8ª edição, o evento consolida sua posição como uma das principais plataformas de circulação cultural da Amazônia ao promover atividades de música, teatro, cinema, literatura, formação cultural e rodadas de negócios.
Com o tema “Integrando as Guianas”, a edição deste ano amplia os intercâmbios entre o Brasil, a Guiana Francesa e o Suriname, fortalecendo conexões entre artistas, produtores e agentes culturais de toda a região.
Manaus presente
O festival QuebraMar está acontecendo desde 27 de outubro e vai até 1º de novembro. Representando Manaus no Festival QuebraMar 2026, a banda Casa de Caba sobe ao palco no dia 30 de outubro, integrando uma noite que reúne importantes nomes da música amazônica e nacional, como Black Pantera, MC Taya, Filomedusa e Stereovitrola.
A apresentação reforça a presença da cena musical amazonense em um dos mais importantes festivais de artes integradas da Amazônia.
Som manauara
Magaiver Santos, vocalista da Casa de Caba, conversou com o BNC Amazonas e falou da importância da banda manauara no festival.
Para Magaiver, a Casa de Caba vai “levar um pouquinho de Manaus na nossa bagagem pra mostrar pros nossos irmãos do Amapá e de vários lugares aí do Brasil que vão estar presentes no festival QuebraMar”.
Para ele, o festival é uma oportunidade de “escoar essa música, essa cultura que a gente vem produzindo ao longo de 15 anos e levar nosso trabalho para ter um alcance maior, para a galera conhecer o que que é Casa de Caba e o que é a cultura da música manauara”.
O grupo prepara um show especial: “Estamos muito felizes e muito ansiosos para chegar em Macapá e fazer um grande show”, disse.
Discografia
A expectativa é que o repertório a ser apresentado pela Casa de Caba no Festival QuebraMar percorra diferentes momentos da trajetória da banda, evidenciando a evolução de sua sonoridade e de sua proposta artística.
O primeiro lançamento, Casa de Caba (2016), apresentou ao público canções que se tornaram referências na trajetória da banda, como “A tábua”, “Cílio”, “Ogum”, “Cacto”, “Mendigo” e “Sociedade do cão”.
Em “Fogo aflora” (2020), o grupo aprofundou sua pesquisa sonora com faixas como “Cavalo do cão”, “Hiato”, “Céu de cruzes”, “Mendigo” e a faixa-título “Fogo aflora”.
Já em “Pico de jaca” (2021), a banda consolidou sua identidade musical com composições como “Sacode o bode”, “Lápis azul”, “Pico de jaca”, “Aventura quente” e “No dia que eu morrer”.
A potência das apresentações ao vivo também está registrada em Casa de Caba no Estúdio Showlivre (ao vivo), de 2023, trabalho que captura a energia e a presença de palco que se tornaram marcas do grupo.
Juntos, esses lançamentos revelam uma trajetória dedicada à experimentação musical e à construção de uma estética profundamente conectada à Amazônia contemporânea.
Foto: divulgação
Fonte: Cidades — BNC Amazonas

