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Assessores de Trump buscam evitar escalada da guerra com Irã até eleições de novembro

Por Nandita Bose e Humeyra Pamuk e Gram Slattery

WASHINGTON, 2 Set (Reuters) – Assessores próximos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão pressionando para evitar que a guerra com o Irã se agrave antes das eleições de meio de mandato de novembro, a fim de conter as perdas eleitorais dos republicanos, afirmaram quatro pessoas a par do assunto.

Mas a estratégia está sob pressão, já que EUA e Irã trocaram ataques durante a madrugada.

Autoridades da Casa Branca vão considerar intensificar as ações militares após a votação de 3 de novembro, disseram as fontes, que pediram anonimato para descrever o pensamento interno. No entanto, um retorno ao conflito em grande escala está longe de ser certo.

Os EUA afirmaram que suas últimas ações militares foram uma retaliação aos recentes ataques contra forças norte-americanas e ao tráfego marítimo na região.

Por enquanto, segundo as fontes, o governo pretende se concentrar em exercer mais pressão econômica sobre o Irã, em um esforço para obter concessões em futuras negociações — algo que meses de ação militar não conseguiram garantir.

“Continuamos mantendo a pressão sobre o Irã”, disse um funcionário da Casa Branca. “Mas novembro é a prioridade.”

Manter a guerra basicamente contida até lá ajudaria a evitar que o conflito impopular domine as notícias, enquanto os republicanos de Trump fazem campanha para defender suas maiorias estreitas no Senado e na Câmara, disseram as fontes, três das quais são autoridades da Casa Branca.

Apenas 31% dos norte-americanos aprovam a guerra, enquanto cerca de 63% a desaprovam, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada no final de agosto. Os eleitores estão particularmente insatisfeitos com os altos preços da gasolina.

Uma pausa tática também poderia dar às Forças Armadas dos EUA algum fôlego para reabastecer seus estoques de munições, que estão bastante esgotados, disseram as fontes.

Mas colocar em prática a estratégia de “manter a calma” parece cada vez mais difícil. Embora o conflito continue muito menos intenso do que era durante a primavera ou durante um surto de violência no meio do verão (no hemisfério norte), ambos os lados trocaram ataques de retaliação nos últimos dias.

Os líderes do Irã, encorajados após meses de interrupção do tráfego pelo Estreito de Ormuz e enfrentando pouca agitação interna, provavelmente continuarão atacando alvos dos EUA e de seus aliados no Golfo Pérsico, incluindo bases militares, embarcações e infraestrutura energética, pelo menos periodicamente, disseram analistas.

Os EUA enfrentarão pressão para retaliar, o que pode levar a uma escalada que traga ambos os lados de volta a uma guerra aérea em grande escala — quer o governo queira ou não.

No fim de semana, os EUA atacaram lançadores de foguetes na ilha de Larak, no Irã, levando as forças iranianas a dispararem mísseis contra a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos. Na terça-feira, os EUA atingiram mais alvos iranianos ao redor do Estreito de Ormuz, no maior surto de combates desde julho.

“O regime tem todos os motivos para perturbar a ‘calma’ — que, afinal, não é uma calma real, já que o objetivo explícito do governo é aumentar maciçamente a pressão econômica sobre o Irã”, disse Barbara Leaf, que atuou como alta funcionária do Departamento de Estado para o Oriente Médio durante o governo do ex-presidente Joe Biden.

Outro fator imprevisível é o próprio Trump.

A taxa de aprovação do presidente caiu de 40% para 33% desde o início do conflito, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos. Fontes afirmaram que ele não está interessado em uma escalada no momento, mas é conhecido por mudar de ideia facilmente.

Trump ameaçou na terça-feira intensificar o conflito caso o Irã revide aos últimos ataques dos EUA.

“Se a nação fracassada do Irã retaliar por esse ataque tão justificado, será atingida novamente de forma muito mais dura e intensa, mas esse não será o maior ataque de todos — esse ainda está por vir”, escreveu ele em sua plataforma Truth Social.

LIMITAÇÃO LOGÍSTICA E POLÍTICA


Fonte: Portal do Holanda

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