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Argentina evita escalada diplomática com o Chile após polêmica sobre Estreito de Magalhães

O governo argentino, em 25 de setembro, buscou minimizar tensões com o Chile após declarações polêmicas sobre o Estreito de Magalhães.

A chancelaria argentina reafirmou que a soberania sobre as águas do estreito é definida por tratados que reconhecem a jurisdição chilena.

O presidente chileno, José Antonio Kast, elogiou a resposta do governo argentino, enquanto a chancelaria chilena enviou uma nota de protesto a Buenos Aires.

O governo argentino atuou nesta terça-feira, 25, para conter um atrito diplomático com o Chile após a repercussão, em Santiago, de declarações do chefe da Força Aérea da Argentina sobre soberania no Estreito de Magalhães.

Em comunicado, a chancelaria argentina ressaltou a relevância da relação bilateral e lembrou que tratados em vigor definem as águas do estreito, no extremo sul do continente, como de jurisdição chilena.

No fim de semana, o chefe da Força Aérea, Gustavo Javier Valverde, afirmou em entrevista que "Magalhães, o sul, a passagem de Drake" seriam "soberania" e defendeu presença na região por considerá-la "chave bioceânica". No mesmo programa, ele disse que a relação militar com o Chile era boa. O Estreito de Magalhães é a passagem marítima que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico no extremo sul da América do Sul.

Após a reação às falas, o chanceler chileno Francisco Pérez Mackenna declarou à imprensa local que fazia "um severo chamado" para que autoridades estrangeiras sejam responsáveis e "não confundam seus cidadãos", acrescentando que o Estreito de Magalhães é "indiscutivelmente chileno".

Para esfriar o episódio, a Argentina afirmou que sua posição é a fixada pelo Tratado de Limites de 1881 e pelo Tratado de Paz e Amizade de 1984. Segundo Buenos Aires, ambos reconhecem a soberania chilena sobre as águas do estreito e são considerados definitivos.


Fonte: Portal do Holanda

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