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Amazon aponta medidas de conservação de água na Índia em meio a questionamentos sobre data centers

A Amazon anunciou que se tornou "positiva em termos de água" na Índia, devolvendo mais água às comunidades do que utiliza em suas operações.

A empresa alcançou essa meta um ano antes do previsto, por meio da redução do consumo e projetos de restauração de bacias hidrográficas.

A Amazon planeja investir mais de US$ 35 bilhões na Índia até 2030, com foco em inteligência artificial e expansão de data centers.

MUMBAI, 19 Jun (Reuters) – A Amazon afirmou nesta sexta-feira que suas operações na Índia alcançaram um marco importante na conservação de água, em um momento em que gigantes globais da tecnologia enfrentam pressão crescente devido à expansão de seus data centers de IA que consomem muitos recursos.

A empresa sediada nos EUA anunciou que se tornou "positiva em termos de água" na Índia este ano, o que significa que devolve mais água às comunidades do que utiliza em todas as suas operações, que incluem centros de dados, escritórios corporativos e armazéns.

A empresa afirmou ter alcançado a meta um ano antes do previsto, tanto pela redução do consumo de água em suas instalações quanto por meio de projetos como a restauração de bacias hidrográficas e a irrigação eficiente.

Amazon, Microsoft e Google, da Alphabet, estão entre as empresas que enfrentam pressão de acionistas e ativistas devido ao impacto ambiental de projetos de data centers, informou a Reuters no início deste ano.

A Amazon estabeleceu a meta de se tornar globalmente positiva em termos de água nas operações de seus data centers até 2030. A empresa afirmou que não utiliza água para resfriar seus data centers na Índia.

A questão da água é particularmente grave na Índia, que abriga 18% da população mundial, mas possui apenas 4% dos recursos de água doce do planeta.

O verão geralmente traz escassez e racionamento, e este ano é particularmente severo, com um forte El Niño resultando em chuvas de monção fracas.

Entre os estados mais afetados estão Karnataka, lar do polo tecnológico de Bengaluru, e Maharashtra, onde fica Mumbai, a capital financeira. Mumbai, com uma população de 13 milhões de habitantes, tem água suficiente para apenas 40 dias, disseram as autoridades esta semana.

A Amazon está expandindo sua presença na Índia, onde planeja investir mais de US$35 bilhões até 2030 para impulsionar as capacidades de IA e as exportações.

Sua provedora de serviços em nuvem, Amazon Web Services, planeja investir cerca de US$8,2 bilhões em Maharashtra, segundo informou o Ministério da Tecnologia da Informação da Índia no ano passado.

A Microsoft e o Google também anunciaram investimentos consideráveis ​​em data centers na Índia no último ano.

(Por Ashwin Manikandan e Jaspreet Kalra)


Fonte: Portal do Holanda

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