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Ainda sem acordo sobre preço, venda da CSN Cimentos segue indefinida

A venda da unidade de cimento da CSN permanece indefinida devido a divergências sobre o valor final do negócio, segundo fontes.

As propostas iniciais para a CSN Cimentos, estimadas em R$10 bilhões, não atenderam às expectativas da empresa, que agora busca pelo menos R$12 bilhões.

A CSN contratou o Morgan Stanley, Bradesco BBI e Citi para assessorar a venda, visando levantar capital e reduzir sua dívida.

SÃO PAULO, 18 Ago (Reuters) – A venda da unidade de cimento da CSN continua indefinida, com divergências em relação ao valor final do negócio, disseram à Reuters duas fontes familiarizadas com o assunto.

Este mês, a CSN confirmou em comunicado ao mercado que havia recebido propostas pela unidade, sem nomear os proponentes. A Reuters tinha noticiado anteriormente que as favoritas incluíam a chinesa Huaxin e um consórcio formado pela brasileira Votorantim e pela italiana Cementir.

Embora as fontes tenham confirmado que esses proponentes continuam na disputa, as ofertas iniciais, estimadas em cerca de R$10 bilhões, ficaram aquém das expectativas da CSN, segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato devido à natureza das conversas.

De acordo com uma das fontes, a meta da CSN caiu para pelo menos R$12 bilhões, frente aos R$15 bilhões pedidos inicialmente. A segunda fonte confirmou que a meta original era R$15 bilhões, mas acrescentou que a empresa pode estar aberta a aceitar uma oferta abaixo desse valor, embora não tenha fornecido um novo número.

A venda da CSN Cimentos visa levantar caixa e reduzir a dívida da CSN. O Morgan Stanley está assessorando a transação.

Uma das duas fontes acrescentou que há preocupações no mercado de que a CSN possa buscar alguma outra estratégia para gerir a dívida caso as ofertas pela unidade de cimentos continuem abaixo do esperado, uma medida que atrasaria o plano de desinvestimento.

A Votorantim Cimentos e a CSN não quiseram comentar. A Huaxin não respondeu pedidos de comentário.

A CSN também contratou o Bradesco BBI e o Citi para gerenciar a venda de uma participação minoritária em suas operações de infraestrutura e logística.

(Reportagem de Luciana Magalhães. Edição de Pedro Fonseca)


Fonte: Portal do Holanda

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