Política

“Pobre não pagará a conta”, diz Lula ao rebater críticas fiscais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu críticas à responsabilidade fiscal do governo federal e afirmou que a população de baixa renda não será penalizada para equilibrar as contas públicas. A declaração foi feita nesta sexta-feira (6), durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.

Lula defendeu a equipe econômica e afirmou que seus integrantes enfrentam divergências com outros ministros para manter o controle dos gastos públicos.

“Ninguém neste País pode falar mais de responsabilidade fiscal do que minha equipe econômica”, declarou.

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O presidente também rejeitou cortes no orçamento que atinjam os mais pobres.

“A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta, nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, afirmou.

Lula defende resultado fiscal

Ao comentar o superávit previsto nas contas públicas deste ano, de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB), Lula afirmou que o resultado representa o que o governo conseguiu alcançar, embora não corresponda às expectativas do mercado financeiro.

“Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo, mas é o que a gente pode fazer”, disse.

O presidente também afirmou que a avaliação das contas públicas deve considerar a situação herdada do governo de Jair Bolsonaro (PL).

“Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo”, declarou.

Presidente questiona dívida pública

Lula comparou a dívida brasileira à de países como Estados Unidos, França, Japão e Itália. Segundo ele, o endividamento dessas economias, em relação ao PIB, seria o dobro do brasileiro.

O presidente também questionou os indicadores da dívida nacional e pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente os dados à imprensa.

“Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece”, afirmou.

Saiba mais em Estadão.

Foto: Ricardo Stuckert


Fonte: Política — BNC Amazonas

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