British American Tobacco cortará 9.000 empregos com plano de redução de gastos
A British American Tobacco cortará cerca de 9.000 empregos, representando 20% de sua força de trabalho, em um plano de reestruturação.
A reestruturação visa gerar uma economia anualizada de 600 milhões de libras até 2028, com 500 milhões de libras até 2027.
O CEO Tadeu Marroco afirmou que a empresa se tornará mais ágil e orientada para a tecnologia, enfrentando desafios regulatórios e queda nas vendas de tabaco.
29 Jun (Reuters) – A British American Tobacco planeja cortar cerca de 20% de sua força de trabalho, enquanto busca uma reestruturação impulsionada por IA para reduzir custos e aumentar os lucros em meio a desafios regulatórios e atrasos nos lançamentos.
A empresa informou nesta segunda-feira que cortaria cerca de 5.500 empregos e transferiria aproximadamente 3.500 funções para empresas terceirizadas, incluindo a Accenture, afetando cerca de 9.000 trabalhadores no total. A reestruturação exclui os Estados Unidos, seu maior mercado.
A BAT informou que o programa deve gerar uma economia anualizada adicional de 600 milhões de libras (US$793 milhões) até 2028, com uma meta de 500 milhões de libras até 2027.
Ainda assim, suas ações caíam 1,6%, para 46,73 libras, apresentando desempenho inferior ao do FTSE 100, que registrava queda de 0,3%.
“Essas mudanças afetam muitos de nossos pares e estamos focados em apoiá-los nessa transição com cuidado e respeito”, afirmou o presidente-executivo Tadeu Marroco em comunicado.
O CEO brasileiro afirmou que a reestruturação tornaria a empresa mais ágil, com maior disciplina de custos e mais orientada para a tecnologia.
O crescimento das vendas e dos lucros da fabricante dos cigarros Lucky Strike e Dunhill tem sido lento nos últimos anos, muitas vezes ficando aquém ou atingindo por pouco as metas da empresa, o que tem decepcionado alguns investidores.
O principal motor de lucro da BAT, o tabaco tradicional, está em declínio irreversível, com a empresa prevendo uma queda de 2,5% nos volumes de vendas do setor neste ano.
A empresa está se voltando para alternativas ao fumo, como os vaporizadores Vuse e sachês de nicotina Velo, mas tem enfrentado contratempos e fica atrás de sua principal rival, a Philip Morris International.
Os órgãos reguladores dos EUA adotaram uma postura rígida na aprovação de licenças para novos produtos, como vaporizadores, atrasando os lançamentos. A BAT afirma que isso impulsionou um influxo de produtos chineses ilegais, prejudicando suas vendas e participação de mercado.
As vendas de tabaco nos EUA também foram afetadas, já que os fumantes estão migrando para marcas mais baratas em meio ao alto custo de vida, enquanto a BAT também enfrenta aumento de impostos, regulamentações mais rígidas e comércio ilícito em mercados como Austrália e Bangladesh.
A BAT informou que a maioria das mudanças de função já foi confirmada com os funcionários, com as consultas restantes em andamento, de acordo com os requisitos locais.
(Reportagem de Yamini Kalia, em Bengaluru, e Emma Rumney, em Londres)
Fonte: Portal do Holanda

