“Não tenho provas”, admite Flávio, que insiste em questionar resultado eleitoral
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado na disputa presidencial, admitiu não ter provas de fraude nas urnas eletrônicas, mas manteve questionamentos sobre o processo eleitoral. Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta sexta-feira (6), em Miami, nos Estados Unidos, ele descartou contestar o resultado na Justiça e afirmou que sua estratégia jurídica será baseada em acusações de uso irregular da máquina pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não tenho provas e nem terei, porque é proibido investigar esse assunto”, declarou.
Flávio acrescentou que os advogados da campanha vão concentrar os questionamentos na atuação do governo durante o período eleitoral.
Ônibus de graça para quem fizer o Enem, anuncia Renato Júnior
Como a fortuna de Trump saltou de US$ 4,3 bi para US$ 7,3 bi em 2 anos
Domingo é dia de Enem para 5 milhões de estudantes
“A nossa parte jurídica vai ser que ele usou a máquina pública fora da lei. Isso não é permitido na legislação brasileira, se fosse a chapa do Flávio Bolsonaro, estava cassada”, afirmou.
Apesar de admitir a falta de evidências de fraude, o senador disse ter “ressalvas, motivos e indícios” para questionar a ampliação em duas horas do período de votação no segundo turno.
A prorrogação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após problemas no transporte de eleitores na Bahia. A medida atendeu a pedidos das campanhas do PL e do PT. Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, a extensão não alterou a totalização dos votos.
Flávio questiona votação e critica aliados
O senador também colocou em dúvida o crescimento da votação de Lula entre os turnos. O petista recebeu 10,3 milhões de votos a mais na segunda etapa, enquanto Flávio ampliou sua votação em 3,7 milhões.
“Qual a garantia que tenho que não venci a eleição no primeiro turno?”, questionou.
As declarações e a divulgação de uma carta em que se autoproclamava “presidente eleito” provocaram críticas do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Ao comentar as divergências, Flávio afirmou: “Todos, no fundo, desconfiam do resultado da eleição, mas têm medo de falar”.
Saiba mais em Carta Capital.
foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Fonte: Política — BNC Amazonas

