Como a fortuna de Trump saltou de US$ 4,3 bi para US$ 7,3 bi em 2 anos
Donald Trump chegou à disputa pela volta à Casa Branca, em 2024, com patrimônio líquido estimado em US$ 4,3 bilhões. Em setembro de 2025, no primeiro ano de seu segundo mandato, a Forbes calculou US$ 7,3 bilhões.
As criptomoedas puxaram a alta de US$ 3 bilhões. A trajetória foi inversa à do primeiro mandato, quando a fortuna caiu de US$ 3,7 bilhões, às vésperas da eleição de 2016, para US$ 2,5 bilhões em 2020.
O avanço perdeu força neste ano. A Forbes avaliou o patrimônio do presidente em US$ 7 bilhões na edição de setembro e em US$ 6,3 bilhões no acompanhamento diário de 6 de novembro.
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Na semana das eleições de meio de mandato, o tombo das ações da Trump Media, dona da rede Truth Social, tirou cerca de US$ 219 milhões da fortuna estimada em dois dias, segundo a revista. Mesmo após a queda, Trump tinha US$ 2 bilhões a mais que na fotografia de 2024.
A fortuna ano a ano
Fonte da série: estimativas da Forbes em dólares nominais. A linha de novembro usa o acompanhamento diário da revista. As demais usam as avaliações anuais ou as publicações associadas ao ranking.
O bilhão das criptomoedas
Em 16 de outubro de 2025, o Financial Times estimou que os negócios de Donald Trump e sua família com criptoativos renderam mais de US$ 1 bilhão em lucros antes de impostos nos 12 meses examinados.
As moedas especulativas $Trump e $Melania movimentaram cerca de US$ 427 milhões em vendas e taxas de negociação.
A World Liberty Financial levantou cerca de US$ 550 milhões com a venda do token WLFI, segundo o jornal.
Em janeiro de 2026, o ICL Notícias mostrou o que aconteceu do outro lado dessas operações. As duas moedas já haviam perdido mais de 90% do valor desde seus respectivos picos. Quem comprou perto do auge viu o preço despencar depois de os negócios ligados à família já terem arrecadado com vendas e taxas.
O que entrou na declaração
Em julho, uma análise publicada pelo Financial Times apontou ao menos US$ 2,2 bilhões em rendimentos em 2025, mais de três vezes o valor informado para 2024.
A declaração financeira anual foi divulgada em 30 de junho de 2026 pelo Escritório de Ética do Governo dos Estados Unidos.
Em reportagem sobre a declaração, o jornal britânico destacou US$ 526,8 milhões com vendas de tokens da World Liberty Financial, empresa de criptoativos ligada à família, e US$ 635 milhões em royalties pelo licenciamento de uma criptomoeda lançada com a marca Trump.
As duas rubricas somam cerca de US$ 1,16 bilhão. A Reuters chegou a mais de US$ 1,4 bilhão em receitas ligadas a criptoativos ao incluir mais de US$ 250 milhões obtidos com a venda de participações no negócio da World Liberty.
Os levantamentos medem coisas diferentes. O lucro estimado pelo Financial Times abrange negócios da família em um período de 12 meses.
A declaração reúne rendimentos e receitas de negócios ligados a Trump no ano de 2025. Já o patrimônio líquido da Forbes é calculado em uma data específica e corresponde ao valor dos bens e das participações, descontadas as dívidas.
Os negócios da família no governo
Em 28 de outubro, o Financial Times documentou pelo menos 18 encontros de Donald Trump Jr. e Eric Trump com autoridades e políticos estrangeiros desde a posse do pai, em janeiro de 2025.
Os dois ocupam cargos na Trump Organization.
Segundo o jornal, o grupo anunciou 15 projetos no exterior desde a campanha de 2024. As receitas externas de licenciamento, desenvolvimento e gestão subiram 40%, para US$ 63 milhões em 2025.
Nos Estados Unidos, Trump sancionou em julho de 2025 o Genius Act, lei que regula as stablecoins, criptoativos desenhados para acompanhar o valor de uma moeda como o dólar.
A World Liberty atua nesse mercado com a USD1. Trump continua beneficiário do fundo que detém seus ativos, cuja gestão foi entregue aos filhos, segundo a Reuters.
A Casa Branca afirmou à Reuters que o presidente e a família jamais incorreram em conflito de interesses.
Ao Financial Times, a Trump Organization disse que opera separadamente da Presidência e segue as regras de ética.
A World Liberty declarou ao jornal que jamais solicitou ou recebeu tratamento especial.
Foto: reprodução/Daniel Torok/The White House
Fonte: Política — BNC Amazonas

