Entenda diferença de minerais críticos e terras raras do Brasil
O governo federal aprovou, nesta quinta-feira (5), uma lista de 27 minerais considerados críticos e estratégicos para o Brasil. A seleção define quais recursos terão prioridade nas políticas de financiamento e incentivos públicos para estimular a pesquisa, a extração e o processamento mineral no país.
Entre os minerais incluídos estão lítio, nióbio, cobre, níquel, grafita e terras raras, utilizados na fabricação de baterias, celulares, computadores, painéis solares e equipamentos de defesa.
A lista foi aprovada pelo Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) e está dividida em três níveis de prioridade: alta, média e baixa. A classificação considera fatores como importância econômica, dependência externa, riscos geopolíticos e potencial de produção nacional.
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Financiamento e incentivos
A inclusão na lista permite que projetos voltados aos minerais selecionados tenham acesso aos instrumentos de incentivo da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada em setembro por Lula.
Entre os mecanismos está o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que poderá receber até R$ 2 bilhões da União para facilitar o acesso das empresas ao crédito e estimular investimentos no setor.
A política também prevê até R$ 1 bilhão por ano, entre 2030 e 2034, em incentivos para empresas que investirem no beneficiamento e na transformação dos minerais.
O objetivo é ampliar o processamento dentro do Brasil, reduzir a dependência de outros países e fortalecer a indústria nacional, com geração de empregos, renda e desenvolvimento tecnológico.
Minerais por nível de prioridade
- Alta: terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio.
Média: tungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofre.
Baixa: nióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e grupo da platina.
Foto: Gil Leonardi/Agência Minas
Fonte: Cidades — BNC Amazonas

