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México congela contas de 40 pessoas e empresas após denúncias de corrupção eleitoral

A Unidade de Inteligência Financeira do México congelou contas de 40 pessoas e empresas, incluindo a ex-chefe do INE, Guadalupe Taddei, por corrupção eleitoral.

A medida foi tomada após a identificação de operações financeiras com "elementos de risco" e é considerada uma ação preventiva, sem determinação de responsabilidade.

A Auditoria Superior da Federação abriu investigação sobre o INE, enquanto o calendário eleitoral para as eleições de 2027 permanece inalterado.

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México congelou contas bancárias de 15 empresas ligadas a fornecedores eleitorais e de 25 pessoas físicas – incluindo a ex-chefe do órgão eleitoral nacional – após denúncias de um suposto esquema de corrupção durante a gestão dela, segundo um funcionário federal ouvido pela Associated Press. A Secretaria da Fazenda, por meio da UIF, informou em comunicado divulgado na quarta-feira o congelamento das contas de um total de 40 pessoas e empresas, sem divulgar nomes.

De acordo com a nota oficial, a medida foi tomada após a identificação de operações financeiras com "elementos de risco" que justificariam revisão por autoridades competentes. O comunicado ressaltou que se trata de uma ação preventiva, de caráter administrativo, e que não implica determinação definitiva de responsabilidade.

Um funcionário federal, que falou sob condição de anonimato por restrições legais, disse à AP que entre os alvos está Guadalupe Taddei, ex-presidente do Conselho Geral do Instituto Nacional Eleitoral (INE). Taddei, que comandou o INE por três anos, anunciou a renúncia em 25 de outubro de 2026 e comunicou formalmente a decisão à Câmara dos Deputados no dia seguinte. Agora, o Legislativo deverá escolher um substituto.

A renúncia ocorreu após reportagens na imprensa mexicana apontarem um suposto esquema irregular de contratos de alto valor em favor de empresas que produzem materiais usados em eleições – como papelaria eleitoral, tintas invisíveis e marcas dágua – e possíveis vínculos entre ex-colaboradores do INE e fornecedores. O caso ganhou força após a divulgação de fotos de festas e encontros privados organizados por um fornecedor do INE em que Taddei aparecia, alimentando críticas sobre potencial conflito de interesses.

Diante das denúncias, a Auditoria Superior da Federação – órgão técnico ligado à Câmara que fiscaliza o uso de recursos federais – abriu uma investigação de ofício sobre o INE por possível uso indevido de recursos públicos.

Enquanto a nova autoridade eleitoral não é definida, o Conselho Geral do INE deve manter o calendário do processo já iniciado para as eleições de meio de mandato de junho de 2027, quando serão escolhidos ocupantes de 20.109 cargos, incluindo 500 deputados federais, 17 governadores, 1.098 deputados locais e 18.494 autoridades municipais. A campanha começa formalmente em 4 de abril de 2027, mas haverá período de pré-campanha de 4 de janeiro a 12 de fevereiro de 2027; o registro de candidaturas está previsto de 22 de março a 3 de abril de 2027. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado


Fonte: Portal do Holanda

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