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VEJA O VÍDEO | Suspeito de abusar da própria neta ameaça matar mãe da criança com facão

Na manhã deste sábado (31), um Idoso aparece em um vídeo ameaçando matar uma mulher, em Quatro Bocas, no município de Tomé-Açu. A reação do homem aconteceu após suspeitas de abuso sexual contra uma criança de apenas cinco anos de idade, ameaças de morte e um homicídio anterior chama a atenção pela gravidade dos acontecimentos e pelas relações familiares entre os envolvidos.

O principal suspeito dos abusos é o próprio avô paterno da menina, um idoso que também teria ameaçado a criança e sua mãe, numa aparente tentativa de impedir que os fatos fossem revelados.

Tudo começou quando o Conselho Tutelar acompanhou familiares da criança até a delegacia, após surgirem denúncias de que a menina teria sido vítima de abuso sexual. Inicialmente, a suspeita recaía sobre um homem que trabalhava na construção de uma igreja em São Miguel do Guamá.

A criança foi submetida a exame pericial que, conforme as informações apresentadas, constatou elementos indicativos da ocorrência de abuso sexual.

Entretanto, posteriormente, a menina passou a apontar O PRÓPRIO AVÔ PATERNO COMO RESPONSÁVEL PELOS ABUSOS, trazendo uma nova e grave dimensão ao caso.

Um dos fatos mais relevantes para compreender a situação envolve um homicídio ocorrido em Quatro Bocas, distrito do município de Tomé-Açu, no nordeste paraense.

A vítima foi José Ribeiro de Araújo, conhecido como “Zé do Forró”, que, conforme informações relacionadas ao caso, morreu após ser atingido por golpes de faca.

O principal suspeito desse homicídio é o pai da criança de cinco anos, que se encontra foragido.

Detalhe: O Idoso suspeito de abusar da menina é pai do homem apontado como autor do homicídio de “Zé do Forró”.

De acordo com relatos familiares, Zé do Forró havia sido acusado de abusar sexualmente da criança. A acusação, contudo, não representa comprovação de que ele tenha praticado o crime.

O homicídio teria ocorrido nesse contexto de acusações, sendo o pai da menina apontado como responsável pela morte do homem.

A situação se tornou ainda mais delicada porque o avô paterno, conhecendo o destino de Zé do Forró e sabendo que seu próprio filho estava foragido pelo homicídio, teria utilizado essa circunstância para intimidar a neta.

Segundo os relatos, o idoso teria dito à menina:

“Se você me denunciar, eu também vou morrer.”

A declaração sugere uma tentativa de pressionar emocionalmente a criança, fazendo referência à possibilidade de que o próprio pai dela atentasse contra a vida do avô caso soubesse das acusações.

Outro comportamento atribuído ao idoso foi a insistência para que a criança fosse até a obra da igreja, contra a vontade da mãe, que não queria permitir que a filha frequentasse o local.

A situação ganhou novos desdobramentos quando o homem que inicialmente havia sido acusado de abusar da criança procurou a mãe da menina para conversar e esclarecer o ocorrido.

Durante o encontro, a mulher informou que sua filha havia relatado posteriormente que o responsável pelos abusos seria o próprio avô, e não o trabalhador da igreja.

Foi nesse contexto que o idoso teria comparecido à residência da mulher, com um facão na cintura, passando a discutir e intimidá-la.

O trabalhador inicialmente acusado começou a registrar a discussão por meio de vídeo, captando as ameaças e as acusações feitas durante o episódio. Veja:

Na gravação, uma voz masculina profere diversas ofensas e ameaças, enquanto uma mulher acusa o idoso de estar armado e de ter praticado abuso contra sua filha.

Entre as falas identificadas no registro estão:

VOZ MASCULINA:

“PODE CORTAR MINHA GOELA QUE EU NÃO CORRO!”

Em seguida, após proferir ofensas, a mesma voz masculina ameaça:

“EU VOU TE MATAR UMA HORA, MISERÁVEL! DESGRAÇA RUIM!”

VOZ FEMININA:

“ALÉM DE MEXER COM A MINHA FILHA, VEM AQUI ARMADO COM UMA FACA PRA ME MATAR!”

A mulher também afirma:

“TÁ ARMADO COM UMA FACA, QUERENDO ME CORTAR AQUI, Ó!”

Em outro momento da discussão, a voz feminina grita:

“COVARDE! COVARDE, QUE TU MEXEU COM A MINHA FILHA!”

VOZ MASCULINA:

“COVARDE, COVARDE É TEU PAI E TUA MÃE!”

As falas fazem parte de um ambiente de discussão intensa, com interrupções, xingamentos e vozes sobrepostas. Os trechos reproduzidos correspondem às partes identificáveis da gravação, cuja análise integral é necessária para confirmar a identificação de cada interlocutor e o contexto exato das declarações.

A mulher relata que o idoso estava armado com um facão e que teria comparecido à residência para intimidá-la após as acusações de abuso sexual envolvendo a criança.

O vídeo registra, portanto, não apenas uma ameaça verbal de morte, mas também as acusações feitas pela mãe da menina contra o próprio avô paterno.

Além da denúncia envolvendo a criança de cinco anos, surgiram relatos de OUTRAS POSSÍVEIS VÍTIMAS DO IDOSO, TAMBÉM LIGADAS A ELE POR VÍNCULOS FAMILIARES.

Um dos elementos relacionados ao caso é um áudio encaminhado por outra possível vítima, contendo relatos de supostos abusos sexuais anteriores atribuídos ao mesmo homem.

Essas informações levantam suspeitas de que os fatos denunciados possam não se restringir à criança de cinco anos, sendo necessária a apuração individualizada de cada relato.

A sucessão dos acontecimentos apresenta um cenário particularmente grave: uma criança inicialmente aponta um trabalhador como suspeito, posteriormente identifica o próprio avô, enquanto o pai dela permanece foragido por um homicídio relacionado a uma acusação anterior de abuso sexual.

O avô, por sua vez, teria utilizado o homicídio cometido supostamente pelo próprio filho como forma de pressionar a neta, além de comparecer armado com um facão à residência da mãe da criança, onde ocorreram as ameaças registradas em vídeo.

O Caso reúne denúncias de violência sexual infantil, possível intimidação de uma criança, ameaças de morte contra sua mãe e um homicídio anterior que envolve anteriormente, membros da mesma família.

As circunstâncias dos abusos denunciados, a autoria dos fatos e a existência de outras possíveis vítimas ainda dependem de esclarecimento, assim como a contextualização das ameaças registradas nas gravações.


Fonte: Policial — Imediato

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