Mundo

Vítimas de suposto abuso cometido por padre esloveno pedem que papa agilize julgamento pela Igreja

Cinco vítimas de suposto abuso pelo padre Marko Rupnik solicitaram ao papa Leão 14 a aceleração do julgamento eclesiástico que já dura quase um ano.

Em carta aberta, as vítimas afirmaram que o processo demorado e secreto nega justiça e desencoraja denúncias de abusos na Igreja Católica.

O padre Rupnik, expulso da Ordem dos Jesuítas em 2023, enfrenta acusações de abuso sexual e psicológico de mais de 20 mulheres, principalmente ex-freiras.

CIDADE DO VATICANO, 23 Set (Reuters) – Cinco vítimas de suposto abuso cometido por um padre proeminente ligado ao Vaticano pediram ao papa Leão 14 nesta quarta-feira que pressione pela conclusão de um julgamento eclesiástico que já dura quase um ano, afirmando que um processo demorado e secreto lhes estava negando justiça.

Em uma carta aberta antes da visita de quatro dias de Leão 14 à França, onde o papa espera restaurar a reputação da Igreja Católica após os escândalos de abuso ocorridos no país, as supostas vítimas do padre Marko Rupnik afirmaram que o tratamento que recebem prejudica o compromisso da Igreja em ajudar as vítimas.

“Essa é a mensagem que está sendo transmitida… de que é inútil denunciar abusos às autoridades eclesiásticas, porque nada acontece de qualquer maneira e ninguém será responsabilizado”, dizia a carta.

As vítimas afirmaram não ter recebido nenhuma atualização sobre o julgamento eclesiástico e não terem podido prestar depoimento.

Elas pediram ao papa que pressione por um julgamento justo “para que a sentença e seu desfecho, seja qual for, permaneçam livres de qualquer sombra de dúvida”.

A assessoria de imprensa do Vaticano não se pronunciou imediatamente.

Rupnik, um padre esloveno, é um artista religioso cujos mosaicos adornam cerca de 200 igrejas e capelas ao redor do mundo, incluindo uma basílica em Lourdes, na França, onde o papa fará uma visita no sábado.

O bispo de Lourdes ordenou que os mosaicos fossem cobertos para a visita do papa.

Mais de 20 mulheres, em sua maioria ex-freiras, acusaram Rupnik de abuso sexual e psicológico.

O padre, expulso da Ordem dos Jesuítas em 2023 após a ordem ter considerado as acusações contra ele “altamente” críveis, não se pronunciou publicamente sobre as alegações.

O chefe do poderoso departamento doutrinário do Vaticano anunciou pela primeira vez um julgamento eclesiástico contra Rupnik em outubro de 2025. Esses julgamentos são realizados a portas fechadas e houve poucas atualizações desde então. Em julho, o Vaticano negou relatos de que uma decisão tivesse sido tomada no caso.

(Reportagem de Joshua Mc. Elwee)


Fonte: Portal do Holanda

Leia a matéria original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *