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Huawei Technologies, da China, enfrenta julgamento por extorsão em Nova York

A Huawei Technologies enfrenta um julgamento criminal em Nova York por extorsão, roubo de tecnologia e fraude bancária, com seleção de júri iniciada em 8 de outubro.

A acusação alega que a empresa violou sanções dos EUA ao fazer negócios com a Coreia do Norte e ajudou o Irã a espionar manifestantes em 2009.

Os advogados da Huawei tentaram arquivar o caso, alegando que as acusações são vagas e que a narrativa dos promotores é "demonstravelmente falsa".

A Huawei Technologies, uma importante empresa de tecnologia chinesa, enfrenta um julgamento criminal por extorsão em Nova York sob acusações de roubo de tecnologia, conspiração para roubar segredos comerciais dos EUA e fraude bancária e eletrônica, entre outros crimes.

A seleção do júri começou na tarde de terça-feira, 8. As declarações de abertura não eram esperadas até quarta-feira, no mínimo.

A acusação alega que, além de roubar segredos comerciais, a Huawei e algumas de suas subsidiárias fizeram negócios na Coreia do Norte, apesar das sanções dos EUA, e instalaram equipamentos de vigilância que ajudaram o Irã a espionar manifestantes durante as manifestações antigovernamentais de 2009 no Irã.

Os advogados da Huawei tentaram fazer com que o amplo caso criminal fosse arquivado, argumentando nos documentos judiciais que as alegações dos EUA eram muito vagas e tentavam, de forma inadmissível, estender a autoridade americana no exterior. A empresa afirmou em um comunicado que a narrativa promovida pelos promotores dos EUA é "demonstravelmente falsa".

"O investimento de longo prazo em inovação, apoiado pelo máximo respeito à propriedade intelectual, tem sido a força motriz por trás do sucesso comercial da Huawei", disse a empresa.

A Huawei é a maior fornecedora mundial de equipamentos para redes de telecomunicações sem fio, mas a empresa está proibida de vender equipamentos para operadoras dos EUA por temores de que represente um risco à segurança. Também foi incluída na lista negra por outros aliados ocidentais, como Canadá e Reino Unido.

A empresa fabrica telefones e outros eletrônicos de consumo, mas foi cortada de outras linhas de negócios. Mais recentemente, expandiu-se para a fabricação de chips, à medida que o boom da inteligência artificial (IA) impulsiona a demanda por microprocessadores.


Fonte: Portal do Holanda

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