Taxas dos DIs recuam com ajuste de olho no exterior e eleições
As taxas dos DIs recuaram, com a taxa para janeiro de 2028 em 13,91% e para janeiro de 2035 em 14,605%.
Os rendimentos dos Treasuries apresentaram leve alta, com o de dez anos a 4,72% e o de 30 anos a 5,262%.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a necessidade de enfrentar os juros altos e mencionou a redução da escala 6 x 1 em um novo mandato de Lula.
SÃO PAULO, 21 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs operavam em queda na manhã desta sexta-feira, corrigindo as altas da véspera, com a redução do ímpeto da alta dos rendimentos dos Treasuries, enquanto os agentes também monitoram o noticiário eleitoral doméstico.
Às 10h50, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,91%, ante o ajuste de 13,941% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,605%, ante o ajuste de 14,706%.
Os rendimentos dos Treasuries operaram em queda mais cedo, mas passaram a apresentar leve alta. Às 10h50, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 2 pontos-base, a 4,72%. O retorno do papel de 30 anos avançava 3 pontos-base, a 5,262%.
Os movimentos dos Treasuries se dão em meio a questionamentos dos investidores em relação aos esforços do Tesouro dos Estados Unidos para acalmar os mercados de títulos.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse na quinta-feira que poderá aumentar ainda mais as recompras de títulos do Tesouro pelo governo, um dia depois de o departamento ter surpreendido os mercados com a promessa de duplicar o volume de recompras de dívida de longo prazo para conter os rendimentos dos títulos.
Mas alguns argumentaram que os esforços para conter os rendimentos de longo prazo podem apenas transferir a pressão para outros setores dos mercados americanos.
Na cena doméstica, o quadro eleitoral permanece no foco dos agentes. Nesta sexta-feira, o Datafolha divulga no fim do dia uma nova pesquisa contratada pela TV Globo sobre o cenário para as eleições presidenciais de outubro.
Na última segunda-feira, levantamento BTG/Nexus mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem em empate técnico em um eventual segundo turno, embora o petista continue numericamente à frente.
Fonte: Portal do Holanda
