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Cogna tem lucro de R$210,2 mi no 2º tri com crescimento de receita puxado por educação básica

A Cogna registrou lucro líquido ajustado de R$210,2 milhões no segundo trimestre, representando um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

A receita líquida consolidada cresceu 17,8%, alcançando R$1,96 bilhão, impulsionada principalmente pela educação básica, que teve um aumento de 50,5%.

A geração de caixa livre foi de R$251,9 milhões, com a dívida líquida totalizando R$2,775 bilhões e alavancagem de 1,1 vez em relação ao Ebitda ajustado.

SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) – A Cogna fechou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$210,2 milhões no segundo trimestre, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano, com expansão de dois dígitos na receita consolidada, com destaque para o desempenho da operação de educação básica.

A receita líquida consolidada cresceu 17,8%, para R$1,96 bilhão, com o faturamento líquido na educação básica (anteriormente Vasta e Saber) saltando 50,5%, para R$650,2 milhões. Na educação superior (Kroton), a receita subiu 6,3%, a R$1,3 bilhão.

Estimativas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$200 milhões, com receita de R$1,9 bilhão.

Na educação básica, o desempenho foi apoiado pelo crescimento de 22,1% no faturamento de subscrição e pela receita do material didático do Novo Ensino Médio (PNLD), parcialmente deslocada do quarto trimestre de 2025 para o primeiro e o segundo trimestres de 2026, em função do calendário de compras do governo federal, totalizando R$124,1 milhões de abril a junho, com salto de 457,8%.

De acordo com o presidente-executivo da Cogna, Roberto Valério Neto, há um efeito do deslocamento, mas o PNLD foi maior do que a expectativa inicial e a empresa ganhou 8 pontos percentuais de market share no programa, alcançando 30%. Apesar do efeito positivo na receita, o PNLD pressionou a margem bruta da operação de educação básica, que encolheu 10,3 pontos percentuais, para 45,6%.

Valério Neto também chamou a atenção para o aumento de 45,4% na receita da venda produtos e serviços para governos, principalmente estaduais e municipais, que totalizou R$56,2 milhões no segundo trimestre.

Na educação superior, o crescimento da receita líquida foi ajudado pelo aumento no faturamento das modalidades presencial e semipresencial, de 5,9% e 14%, respectivamente, enquanto o ensino a distância (EAD) apresentou redução de 1,4%.

Tal desempenho refletiu os impactos do Novo Marco Regulatório do setor de educação no país, que entraram em vigor no começo do ano e, entre outras mudanças, alteraram a classificação de cursos e, consequentemente, as bases de captação e de alunos, com reflexos também nas margens da companhia.

A margem bruta na educação superior encolheu 0,9 ponto percentual, para 79,5%, motivado pela redução na base final de alunos no EAD e cursos com melhores margens que migraram para o presencial e semipresencial.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente consolidado da Cogna somou R$589,4 milhões, alta de 6,8%, com a margem nessa linha recuando 3 pontos percentuais, para 30,1%. Previsões compiladas pela LSEG apontavam Ebitda de R$583,4 milhões.

A Cogna informou que registrou no trimestre uma geração de caixa livre de R$251,9 milhões, alta de 87,9% ano a ano.

No final de junho, a dívida líquida da companhia somava R$2,775 bilhões, queda de 0,8% ano a ano, com a alavancagem sob a métrica dívida líquida/Ebitda ajustado em 1,1 vez contra 1,22 vezes um ano antes. Desconsiderando a aquisição da participação na Educbank, anunciada em junho, a alavancagem seria de 1,02 vez, informou a empresa.

MIX AMORTECE DESAFIOS MACRO

Valério Neto afirmou manter uma visão otimista para o desempenho consolidado da companhia neste ano, mesmo reconhecendo um cenário mais desafiador, ressaltando a diversificação dos negócios do grupo. Ele ressaltou que a Cogna não é mais uma empresa B2C, tendo também operações B2B, com a venda de produtos para escolas e governos.

"Vai ser mais difícil, vai ser mais desafiador matricular alunos no ensino superior ou no curso técnico ou na pós-graduação", afirmou o executivo. "Mas o governo não vai ter menos alunos na escola pública, não vai comprar menos livro. E a escola particular, que são as famílias que têm mais dinheiro, também não vai ter uma perda relevante de alunos… Quando eu coloco isso na balança, eu fico positivo para o ano porque o meu mix de produtos me permite isso."

"A perspectiva é mais desafiadora, mas eu…tenho um orçamento e estou otimista de que vou conseguir entregar esse orçamento porque o meu mix é um pouquinho mais seguro", acrescentou.

(Por Paula Arend Laier. Edição de Pedro Fonseca)


Fonte: Portal do Holanda

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