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Câmbio ajuda a pressionar queda de 64% no lucro da Suzano no 2º tri

A Suzano registrou uma queda de 64% no lucro líquido do segundo trimestre de 2023, impactada pela valorização do real e redução nas vendas.

O Ebitda ajustado da companhia foi de R$4,7 bilhões, 23% inferior ao mesmo período do ano anterior, abaixo da expectativa de analistas.

As vendas de celulose caíram 11% para 2,9 milhões de toneladas, enquanto a receita líquida totalizou R$11,6 bilhões, 13% menor em relação ao ano passado.

SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) – A Suzano divulgou nesta quarta-feira queda de 64% no lucro líquido do segundo trimestre ante o mesmo período de 2025, impactada por efeito caixa gerado pela valorização do real contra o dólar e queda nas vendas, segundo balanço da companhia.

A maior produtora de papel e celulose do Brasil teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$4,7 bilhões de abril ao final de junho, queda de 23% sobre o desempenho de um ano antes.

Analistas, em média, esperavam que a Suzano apresentasse Ebitda de R$5,1 bilhões no segundo trimestre, segundo dados compilados pela LSEG.

A empresa obtém a maior parte de suas receitas a partir de exportações de celulose e a variação cambial acaba influenciando fortemente seu resultado financeiro, que no segundo trimestre encerrou negativo em R$10 milhões ante um desempenho positivo de R$4,4 bilhões no mesmo período de 2025.

"Em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à pressão sobre os custos da cadeia produtiva, o mercado global de celulose apresentou resiliência no segundo trimestre", afirmou a Suzano no balanço.

Apesar disso, as vendas de celulose de abril a junho recuaram 11%, para 2,9 milhões de toneladas e as de papel caíram 1%, a 406 mil toneladas.

Com isso, a receita líquida no segundo trimestre mostrou queda de 13% na comparação anual, para 11,6 bilhões, ante expectativa média do mercado de faturamento de R$12,1 bilhões, segundo a LSEG.

A Suzano afirmou que, no segundo trimestre, o preço médio da celulose no mercado externo subiu 8%, para US$601 a tonelada, enquanto o custo caixa de produção sem considerar paradas de equipamentos subiu 1%, para R$843 a tonelada.

A empresa afirmou que a elevação no custo caixa já era esperada diante dos "efeitos indiretos decorrentes do conflito no Oriente Médio".

A companhia terminou junho com alavancagem financeira em dólares de 3,4 vezes ante múltiplo de 3,1 no final do primeiro semestre do ano passado.

(Por Alberto Alerigi Jr.;Edição de Igor Sodré)


Fonte: Portal do Holanda

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