Primeira ordem de De la Espriella na Colômbia desmonta legado de Petro e pega o petrismo de surpresa
O governo de Abelardo de la Espriella ordenou a transferência de 117 presos de alto perfil ligados a negociações de paz para penitenciárias de alta segurança.
A medida visa reduzir a capacidade operacional de organizações criminosas e impedir que líderes presos coordenem ações externas.
A decisão marca o início do desmonte da política de "paz total" do ex-presidente Gustavo Petro, que não reconheceu a legitimidade da nova administração.
Uma das primeiras determinações de Abelardo de la Espriella na Presidência da Colômbia atinge diretamente o legado de Gustavo Petro: o governo ordenou a transferência imediata de 117 presos de alto perfil ligados a processos e negociações de paz. Os detentos foram remanejados para penitenciárias de alta e máxima segurança, entre elas as unidades de El Barne, Ibagué, Palmira, La Dorada, Valledupar, Girón, Medellín e Bogotá.
Segundo comunicado da Presidência colombiana, a medida busca reduzir a capacidade operacional das organizações criminosas e impedir que lideranças presas continuem coordenando ações com grupos armados de fora dos presídios. A intenção declarada é também acabar com regalias e tratamentos especiais mantidos nas unidades onde esses detentos estavam.
A decisão é o primeiro passo prático do desmonte da política de "paz total", carro-chefe do governo anterior. Ainda como presidente eleito, De la Espriella havia prometido revogar os mecanismos que sustentavam as negociações com guerrilhas, dissidências e grupos criminosos, além de pedir a reativação das ordens de captura suspensas durante as tratativas. Em seu primeiro discurso como chefe de Estado, feito em uma guarnição militar em Cali, ele afirmou que a via do diálogo com esses grupos está esgotada.
A troca de comando ocorreu em clima de ruptura. Petro não reconheceu a legitimidade da eleição do sucessor, alegou irregularidades na votação de segunda turno e deixou o Palácio de Nariño sem participar do ritual tradicional de transmissão de cargo. O processo de transição entre os dois governos já havia sido interrompido semanas antes, em meio à troca de acusações públicas.
Fonte: Portal do Holanda
