Acordo do governo com Eneva sobre termelétricas pode ser referência, diz secretário
O Ministério de Minas e Energia está avaliando um acordo com a Eneva para aumentar a flexibilidade de usinas termelétricas.
João Daniel Cascalho afirmou que o acordo pode servir como "benchmark" para propostas de outras empresas com contratos similares.
O governo busca uma solução que beneficie tanto a Eneva quanto os consumidores, reduzindo cortes de geração renovável por sobreoferta de energia.
SÃO PAULO, 30 Jul (Reuters) – O acordo consensual que o Ministério de Minas e Energia está avaliando junto à Eneva para reduzir a inflexibilidade de usinas termelétricas pode se tornar "benchmark", disse o secretário de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, nesta quinta-feira.
"A gente já tem proposta de outras empresas com condições similares, de contratos com alta inflexibilidade, buscando aí um ganho também", afirmou Cascalho, durante evento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que está mediando a solução consensual entre governo e a empresa.
O secretário ressaltou ainda que o governo está buscando um "ganha-ganha" no acordo. A ideia é permitir que um grupo de usinas da Eneva se tornem mais flexíveis, sendo acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar, o que ajudará a reduzir os cortes de geração renovável ocorridos por sobreoferta de energia, explicou.
"Do ponto de vista de interesse público, o que nós queremos é uma solução que seja neutra para o consumidor", acrescentou.
(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)
Fonte: Portal do Holanda

