Ugandense Otunnu entra em disputa para se tornar próximo chefe da ONU
O diplomata ugandense Olara Otunnu se tornou o sétimo candidato à sucessão de António Guterres como secretário-geral da ONU, com 75 anos.
Otunnu foi indicado por Uganda e enfatizou a necessidade de reformas institucionais e ações contra mudanças climáticas em sua declaração de visão.
O processo de seleção começará nesta semana, com diplomatas indicando que a América Latina pode ter preferência para indicar o próximo líder da ONU.
26 Jul (Reuters) – O diplomata ugandense Olara Otunnu entrou na disputa para se tornar o próximo secretário-geral das Nações Unidas, tornando-se o sétimo candidato a suceder António Guterres quando este deixar o cargo no final deste ano.
Otunnu, ex-subsecretário-geral da ONU que atuou como representante especial para crianças e conflitos armados, foi indicado por Uganda em uma carta enviada na sexta-feira aos presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança da ONU.
Aos 75 anos, ele é o mais velho entre os atuais candidatos ao cargo, que Guterres ocupou por dois mandatos de cinco anos.
O sucessor de Guterres terá a tarefa de revitalizar uma organização em crise e em declínio, que está sob crescente pressão para reformar uma burocracia inchada e onerosa e eliminar a duplicação de esforços entre suas diversas agências.
Em sua declaração de visão, Otunnu enfatizou a necessidade de dar continuidade às reformas institucionais e afirmou que dará prioridade imediata aos esforços para ajudar a pôr fim aos principais conflitos internacionais. Ele também se comprometeu a trabalhar para estabelecer um órgão que supervisione o trabalho da ONU em inteligência artificial e destacou a necessidade de ações contra as mudanças climáticas que não prejudiquem o desenvolvimento econômico.
Os outros candidatos são Rafael Grossi, da Argentina, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU; a ex-presidente chilena Michelle Bachelet; Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica; Maria Fernanda Espinosa, ex-ministra das Relações Exteriores e da Defesa do Equador; Carolyn Rodrigues-Birkett, ex-ministra das Relações Exteriores da Guiana; e Macky Sall, ex-presidente do Senegal.
O processo de seleção deve começar para valer nesta semana, com pesquisas informais no Conselho de Segurança, composto por 15 países, com o objetivo de reduzir o número de candidatos. Outros candidatos ainda podem entrar na disputa.
Diplomatas afirmam que não há um favorito claro, embora haja uma opinião generalizada de que é a vez da América Latina indicar o líder da ONU e tenha havido apoio para que uma mulher assuma o cargo pela primeira vez.
Especialistas afirmam que a chave para o sucesso será evitar um veto por parte de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, especialmente da China, da Rússia ou dos Estados Unidos.
Fonte: Portal do Holanda
