Preços do diesel, gasolina e etanol recuam nos postos na 1ª quinzena de julho, aponta Ticket Log
Os preços do etanol e do diesel recuaram 2,28% e 2,14%, respectivamente, na primeira quinzena de julho, conforme o índice IPTL.
A gasolina teve uma leve queda de 0,44%, com preço médio de R$6,77, enquanto o etanol se tornou mais competitivo, custando R$4,29 por litro.
O diretor da Edenred Mobilidade, Vinicius Fernandes, alertou que o conflito entre Estados Unidos e Irã pode pressionar os preços dos combustíveis nos próximos meses.
SÃO PAULO, 16 Jul (Reuters) – Os preços do etanol hidratado e do diesel recuaram mais de 2% na primeira quinzena de julho, em relação ao mesmo período do mês anterior, enquanto a gasolina teve queda menos acentuada, de acordo com o índice Edenred Ticket Log (IPTL), baseado em transações realizadas em postos de abastecimento de todo o Brasil.
O etanol teve a maior redução entre os combustíveis, de 2,28%, com preço médio de R$4,29 por litro, em momento em que a moagem de cana-de-açúcar está a pleno vapor e também com o crescimento da produção do biocombustível a partir de milho.
A gasolina teve leve recuo de 0,44%, com um preço médio de R$6,77, perdendo terreno frente ao seu concorrente, o etanol hidratado.
Já o diesel comum apresentou queda de 2,14%, encerrando o período com preço médio de R$6,87 por litro.
Apesar da queda quinzenal dos preços, o mercado internacional de petróleo, atingido nesta semana pelo recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, indica cautela, observou o diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, Vinicius Fernandes.
Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio podem pressionar os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis nos próximos meses, disse ele.
"Nos últimos dias, o barril do Brent acumulou alta de quase 10%, movimento que pode pressionar os custos da gasolina e do diesel, encarecendo o transporte e gerando reflexos na inflação de diversos setores da economia", disse Fernandes.
No entanto, esse impacto não costuma ser imediato e deve levar algum tempo para chegar ao consumidor brasileiro, ponderou.
(Por Roberto Samora; Edição de Eduardo Simões)
Fonte: Portal do Holanda

