PF realiza operação contra uso de bets ilegais para lavagem de dinheiro do tráfico
Grupo utilizava influenciadores digitais para divulgar sites irregulares e sem autorização para funcionar no Brasil. Plataformas, apesar de ilegais, usavam símbolos que simulavam autorização de funcionamento
A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (15/07), a Operação Slots, com apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. A ação foca em um grupo suspeito de usar sites ilegais de apostas para lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
Por determinação da Justiça, foram bloqueados bens e valores que podem chegar a R$ 951,1 milhões. Também foram apreendidos um imóvel de alto padrão e veículos de luxo. Os investigados estão proibidos de promover plataformas de apostas irregulares, e as empresas ligadas ao esquema tiveram as atividades suspensas.
Esta é a terceira operação realizada em julho com apoio técnico da SPA para combater apostas on-line ilegais.
Segundo a investigação, o grupo utilizava influenciadores digitais para divulgar sites irregulares e sem autorização para funcionar no Brasil. Os valores movimentados pelas apostas passavam por empresas criadas para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A investigação também mostra que os suspeitos acumularam patrimônio acima do que seria esperado com a renda oficialmente declarada, além de utilizarem empresas de fachada.
Foi identificado que as plataformas ilegais divulgadas exibiam símbolos e referências relacionadas ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), criando a falsa sensação de regularidade, quando, na realidade, não tinham autorização para atuar no país. Além disso, o dinheiro depositado pelos apostadores era direcionado a empresas sem permissão para explorar esse tipo de atividade.
Os investigados podem responder por crimes relacionados à exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal

