Países do Golfo condenam ataques do Irã e cobram respeito à soberania após escalada de tensões
Países do Golfo condenaram os ataques do Irã, classificando-os como violações da soberania de Bahrein, Catar, Omã, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
O Catar responsabilizou o Irã por consequências jurídicas e políticas, exigindo a cessação imediata de ações militares que ameaçam a estabilidade regional.
O Kuwait também repudiou os bombardeios, pedindo diálogo e respeito à soberania, enquanto o Iraque manifestou preocupação com as tensões, sem condenar diretamente o Irã.
Países do Golfo e da região elevaram o tom contra o Irã neste domingo após a nova onda de ataques lançada por Teerã contra Bahrein, Catar, Omã, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes Unidos. Em comunicados separados, os governos classificaram as ações como violações da soberania dos países atingidos, cobraram o fim da escalada militar e defenderam a retomada das negociações diplomáticas.
O Catar condenou "nos termos mais enérgicos" os ataques e afirmou que eles representam uma "flagrante violação" da soberania e da integridade territorial dos países atingidos, além de uma afronta ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas. Doha responsabilizou o Irã por todas as consequências jurídicas e políticas das ações e afirmou que "reserva-se o pleno direito de responder". O governo catariano também pediu a "cessação imediata e completa de todas as ações militares e ataques" que ameacem a estabilidade regional.
O Kuwait também condenou os bombardeios iranianos contra Bahrein, Omã, Catar e Jordânia, classificando-os como uma "escalada reiterada e flagrante" e uma grave violação do direito internacional. O governo reafirmou solidariedade aos países atingidos e instou Teerã a interromper imediatamente os ataques, respeitar a soberania dos Estados e resolver as divergências por meio do diálogo.
Já o Iraque, por sua vez, adotou um tom mais cauteloso, sem condenar diretamente o Irã. Em nota, Bagdá manifestou preocupação com o agravamento das tensões e com seus impactos sobre a segurança da navegação marítima e o comércio internacional. O governo iraquiano defendeu o respeito à soberania dos países, a observância do direito internacional e a adoção do diálogo e de meios diplomáticos para reduzir a escalada e preservar a estabilidade regional.
Fonte: Portal do Holanda
