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Volkswagen reduz linha de modelos e capacidade de produção para enfrentar crise

A Volkswagen anunciou a redução de sua linha de modelos em até 50% e a capacidade de produção para 9 milhões de veículos anuais.

O CEO Oliver Blume planeja cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha, gerando protestos entre os trabalhadores.

A montadora enfrenta desafios devido a altos custos, concorrência chinesa e tarifas dos EUA, pressionando a reestruturação de seu modelo de negócios.

Por Rachel More e Christina Amann

WOLFSBURG, Alemanha, 9 Jul (Reuters) – A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira planos para reduzir drasticamente sua linha de modelos e diminuir ainda mais a capacidade de produção, após uma reunião do conselho de supervisão para discutir uma ampla reestruturação da montadora.

A maior montadora da Europa afirmou que a linha de modelos seria gradualmente reduzida em até metade e concentrada nos segmentos de mercado mais atraentes, acrescentando que a capacidade de produção seria reduzida ainda mais para 9 milhões de veículos por ano.

Fontes afirmaram que o presidente-executivo Oliver Blume planeja cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Alemanha, o que gerou protestos em massa dos trabalhadores em todas as unidades da Volkswagen na Alemanha nesta quinta-feira.

Enfrentando altos custos e excesso de capacidade no mercado interno, crescente concorrência chinesa e tarifas de importação dos EUA, a Volkswagen está sob pressão sem precedentes para reestruturar o modelo de negócios que sustentou seu sucesso por décadas.

A perspectiva de fechamento de fábricas e cortes profundos de empregos em uma das empresas mais tradicionais da Alemanha, fundada há 89 anos, também ressalta os desafios para a maior economia da Europa, que enfrenta um crescimento fraco e altos custos de mão de obra e energia.

Em uma reunião do conselho de supervisão na sede da Volkswagen em Wolfsburg nesta quinta-feira, Blume enfrentou os influentes representantes dos trabalhadores no conselho, que se opõem a cortes mais profundos em todo o grupo, que inclui as marcas Audi e Porsche.

(Reportagem de Rachel More, Christina Amann e Alexander Hübner)


Fonte: Portal do Holanda

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