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Trump diz que pedirá à Suprema Corte que reexamine caso da cidadania por direito de nascimento

Donald Trump anunciou que pedirá à Suprema Corte dos EUA que reexamine seu decreto sobre cidadania por direito de nascimento, após a rejeição do tribunal.

O tribunal decidiu que a diretiva de Trump violava a 14ª Emenda da Constituição, garantindo cidadania a quem nasce nos EUA.

Trump classificou a decisão como um "erro judiciário" e afirmou que a cidadania americana "não está à venda", prometendo ação imediata.

WASHINGTON, 8 Jul (Reuters) – O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que solicitará à Suprema Corte dos EUA que reexamine um processo que contesta seu decreto que restringe a cidadania por direito de nascimento — uma tentativa improvável de reverter a rejeição, por parte do tribunal, de uma de suas principais políticas.

No mês passado, o tribunal rejeitou a tentativa de Trump de restringir a cidadania por direito de nascimento nos EUA, determinando que sua diretiva violava o texto da 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que confere cidadania àqueles nascidos nos Estados Unidos que estejam “sujeitos à jurisdição do país”.

A Suprema Corte dos EUA raramente atende a pedidos de reexame de casos e não o faz, após proferir uma decisão em um caso já julgado, há décadas.

O presidente republicano classificou a decisão, redigida pelo presidente conservador da Suprema Corte, John Roberts, como um “erro judiciário”.

“A CIDADANIA AMERICANA NÃO ESTÁ À VENDA! Na verdade, isso é um crime e, portanto, a decisão da Suprema Corte está errada”, escreveu Trump em sua plataforma de mídia social, a Truth Social. “Vou solicitar uma nova apreciação pela Suprema Corte dos Estados Unidos, IMEDIATAMENTE.”

Trump, que tem repetidamente testado os limites do poder presidencial na política interna e externa, assinou um decreto no ano passado, em seu primeiro dia de volta ao cargo, revogando a cidadania por direito de nascimento, como parte de um conjunto de medidas para reprimir a imigração legal e ilegal.

(Reportagem de Jasper Ward, em Washington; reportagem adicional de Nate Raymond, em Boston)


Fonte: Portal do Holanda

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