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Taxas dos DIs sobem após Trump afirmar que acordo com Irã “acabou”

As taxas dos DIs iniciaram a quarta-feira em alta, com a taxa para janeiro de 2028 a 14,2%, e a de janeiro de 2035 a 14,415%.

Donald Trump declarou que o acordo com o Irã "acabou", após ataques iranianos a bases dos EUA, elevando os preços do petróleo acima de US$78.

A Polícia Federal realiza busca na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.

SÃO PAULO, 8 Jul (Reuters) – As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a quarta-feira em alta, em sintonia com o avanço firme do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar encerrado o acordo provisório com o Irã.

Às 9h31, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,2%, em alta de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,15% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,415%, com avanço de 4 pontos-base ante o ajuste de 14,38%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 4 pontos-base, a 4,565%.

Após novos ataques do Irã a bases norte-americanas no Golfo Pérsico, Trump afirmou nesta quarta-feira que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã "acabou".

"Eles são escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes", declarou Trump a repórteres em Ancara, onde participa de uma cúpula da Otan. "Para mim, é apenas perda de tempo lidar com eles."

Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuweit, depois que os norte-americanos lançaram uma onda de ataques contra o país.

Em reação, o petróleo subia mais de 5% nesta manhã, para perto dos US$78 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançavam, em meio a preocupações renovadas de que a guerra pressione a inflação norte-americana.

No Brasil, as taxas futuras também sobem, dando continuidade ao movimento da véspera, quando a revogação dos EUA de uma licença para venda de petróleo iraniano já havia impulsionado a curva de DIs.

Apesar das preocupações recentes com a guerra no Oriente Médio, os investidores no Brasil seguem posicionados para um corte de 25 pontos-base da taxa básica Selic em agosto.

Na última segunda-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 75,5% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 21% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Duas semanas antes, em 22 de junho, os percentuais eram de 29% para corte de 25 pontos-base e 67% para manutenção.

No Brasil, destaque ainda para a notícia de que a Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro à procura de armas e munições. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.


Fonte: Portal do Holanda

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