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Zagueiro de Marrocos nunca quis jogar contra a França, mas agora precisa lidar com Mbappé

Issa Diop, zagueiro marroquino, recusou convites de Marrocos e Senegal, optando por representar a França antes de mudar de filiação em março.

Diop se destacou ao marcar um gol crucial contra a Holanda nos 16 avos de final, levando Marrocos à vitória nos pênaltis.

Agora, ele enfrenta o desafio de conter Kylian Mbappé nas quartas de final da Copa do Mundo, em Boston, nesta quinta-feira.

ATLANTA, 7 de julho (Reuters) – O zagueiro marroquino Issa Diop tinha duas seleções africanas interessadas em seus serviços, mas já havia declarado que só queria jogar pela França.

Agora, ele tem a difícil tarefa de tentar impedir que Kylian Mbappé faça gols nas quartas de final da Copa do Mundo nesta quinta-feira, uma reviravolta que acrescenta um subenredo fascinante ao confronto em Boston.

Diop, de 29 anos, tem pai senegalês e mãe marroquina, mas nasceu em Toulouse. Seu avô foi um dos primeiros técnicos da seleção de Senegal, mas Diop sempre teve olhos apenas para a França, recusando várias tentativas de Marrocos e Senegal para que ele mudasse sua filiação internacional.

Sete anos atrás, quando jogava pela seleção sub-21 da França, ele disse à emissora de televisão francesa Canal Plus: “Sou francês. Nasci na França. A França me deu tudo. Defender outra seleção simplesmente porque não fui convocado para a francesa seria um pouco hipócrita da minha parte. Seria uma espécie de escolha por falta de alternativa.”

Essas palavras causaram tempestade nas redes sociais quando ele finalmente concordou, em março, em se comprometer com Marrocos, se tornando um reforço defensivo essencial antes da Copa do Mundo.

Mas todo esse ressentimento ficou para trás após a atuação heróica de Diop ao marcar o gol de empate nos acréscimos contra a Holanda nos 16 avos de final, salvando sua equipe a poucos minutos do fim do tempo regulamentar para levar a partida para a prorrogação. A seleção marroquina acabou vencendo nos pênaltis.

Diop foi um reforço defensivo vital após o capitão Romain Saïss se aposentar do futebol internacional depois da Copa Africana das Nações, em janeiro, e Nayef Aguerd se lesionar em março.

Diop, que jogou no Campeonato Inglês nas últimas oito temporadas pelo West Ham United e pelo Fulham, foi cortejado pelo técnico Mohamed Ouahbi.

Ele estreou contra o Equador em um amistoso em março e, desde então, tem sido titular na zaga ao lado de Chadi Riad, do Crystal Palace.

“Percebi alguém comprometido, que leva um estilo de vida um pouco marroquino e visita o país com frequência”, disse Ouahbi.

“Não devemos nos deter muito no passado, mas sim nos concentrar no que está por vir. O que mais importa é a atitude dele em campo. Tenho certeza de que ele será uma influência muito positiva para Marrocos e o recebemos de braços abertos.”

Seu gol de empate contra a Holanda nos 16 avos de final saiu no primeiro minuto do tempo de acréscimo, uma cabeçada forte após cruzamento de Chemsdine Talbi.

“Fui para a frente, não sei o que estava fazendo ali, era o fim da partida. Tentei encontrar um espaço e marquei”, disse.

No entanto, na quinta-feira, Diop precisará se concentrar em suas funções defensivas, sem vacilar em sua lealdade, porque Marrocos tentará surpreender a França e avançar para as semifinais pela segunda Copa do Mundo consecutiva.


Fonte: Portal do Holanda

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