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Premiê britânico diz que seu sucessor não pode dedicar menos tempo às relações exteriores

Keir Starmer afirmou que seu sucessor deve dedicar tempo igual às crises internacionais e à diplomacia, rejeitando foco exclusivo em questões internas.

Ele destacou que política externa e interna são interligadas, especialmente em um mundo volátil, e não podem ser tratadas separadamente.

O deputado Andy Burnham, potencial sucessor, prometeu priorizar questões internas como padrão de vida e habitação, gerando críticas a Starmer.

LONDRES, 4 Jul (Reuters) – O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que quem quer que seja seu sucessor terá de dedicar tanto tempo às crises internacionais e à diplomacia quanto ele, rejeitando sugestões de que o próximo líder do Reino Unido poderia se concentrar mais nas questões internas.

Starmer, que anunciou no mês passado que deixará o cargo após dois anos no poder, disse em entrevista à BBC na sexta-feira que a política externa e a política interna não podem ser separadas, já que o Reino Unido enfrenta um mundo cada vez mais volátil.

“Muitas vezes surge essa discussão: qual é o equilíbrio certo entre lidar com assuntos internacionais e lidar com assuntos internos? Eles são um só e são a mesma coisa”, disse ele.

Questionado se um primeiro-ministro poderia dedicar menos tempo à diplomacia do que ele, Starmer respondeu: “Não, não acho que isso seja possível.”

Starmer tem enfrentado críticas de alguns oponentes quanto ao tempo que dedicou à política externa. O deputado Andy Burnham, amplamente cotado para substituir Starmer, prometeu se concentrar em prioridades internas, incluindo padrão de vida, habitação, infraestrutura e a transferência de mais poderes para as regiões da Reino Unido.

(Reportagem de Sam Tabahriti)


Fonte: Portal do Holanda

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