Eliminação de Senegal na Copa do Mundo destaca racha na seleção
A eliminação de Senegal na Copa do Mundo ocorreu após a equipe perder para a Bélgica por 3 a 2, apesar de estar em vantagem de 2 a 0.
O futuro do técnico Pape Bouna Thiaw é incerto, com críticas à sua gestão e decisões táticas após a derrota.
O meia Pape Gueye anunciou que não jogará mais sob o comando de Thiaw, enquanto a seleção enfrenta um racha interno e possíveis mudanças no elenco.
ATLANTA, 2 de julho (Reuters) – Espera-se que as recriminações surjam rapidamente após a desastrosa eliminação de Senegal da Copa do Mundo, com um racha evidente no elenco após a derrota para a Bélgica em Seattle na última quarta-feira.
O futuro do técnico Pape Bouna Thiaw, suspenso para as cinco primeiras rodadas da campanha de qualificação de Senegal para a Copa Africana de Nações, que começa em setembro, é incerto após a equipe desperdiçar uma vantagem de 2 x 0 contra a Bélgica e ser eliminada do torneio.
Senegal estava a cinco minutos de garantir uma vaga nas oitavas de final quando permitiu que a Bélgica se recuperasse e acabou perdendo por 3 x 2 na prorrogação, após um pênalti marcado com auxílio do VAR no último suspiro da partida.
O importante meia Pape Gueye afirmou que não jogará mais sob o comando de Thiaw, publicando nas redes sociais: “Voltarei mais tarde para dizer algumas palavras sobre nossa eliminação. Mas hoje anuncio que, enquanto essa comissão técnica permanecer no comando, vou dar um tempo na seleção nacional.”
Gueye foi surpreendentemente deixado no banco na partida anterior contra o Iraque, em Toronto, na última sexta-feira, mas entrou no segundo tempo e marcou dois gols. Ele voltou à escalação titular contra a Bélgica, mas foi substituído no meio da etapa final.
Thiaw foi alvo de duras críticas na imprensa senegalesa.
“Esse colapso histórico não foi uma falha dos jogadores, mas sim o resultado de uma gestão de elenco e de decisões táticas catastróficas por parte do técnico”, escreveu o jornal Yoor-Yooir.
Mas, após a derrota para a Bélgica, Thiaw disse que alguns de seus jogadores estavam cansados e incapazes de continuar.
“Por isso, tivemos que fazer alterações. Quando se perde, não dá para dizer que as mudanças valeram a pena, porque estávamos em vantagem. Mas o futebol é assim. Temos que aceitar.”
Thiaw assinou um novo contrato e recebeu salários pendentes antes do início da Copa do Mundo, mas sua suspensão — por ter retirado a equipe de campo durante a tumultuada final da Copa Africana de Nações, em janeiro — o torna uma espécie de “pato manco” pelos próximos nove meses.
Fonte: Portal do Holanda

