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Café arábica recua após atingir máxima de cinco meses; cacau também cai

Os futuros do café arábica caíram 2,8%, fechando a US$3,012 por libra-peso, após atingir máxima de cinco meses.

O preço do açúcar branco se manteve em US$483,10 a tonelada, enquanto o açúcar bruto caiu 0,9%, para 14,85 centavos por libra-peso.

O contrato de cacau de Londres recuou 1,9%, para 3.746 libras por tonelada, com expectativas de menor produção na Costa do Marfim.

NOVA YORK, 2 Jul (Reuters) – Os futuros do café arábica perderam força e fecharam em queda nesta quinta-feira, após atingirem uma máxima de cinco meses no início do pregão, impulsionados por preocupações com a safra nos principais produtores, Brasil e Vietnã. O cacau recuou, enquanto o açúcar branco disparou para uma máxima de 9 meses e meio.

Não haverá negociação dos futuros de café arábica, açúcar bruto e cacau de Nova York na sexta-feira devido ao feriado do Dia da Independência dos EUA.

* O café robusta subiu 0,3%, para US$3.783 por tonelada, após atingir uma máxima de cinco meses de US$3.920.

* Os corretores observaram que havia preocupações com as perspectivas para a safra de 2026/27 no Vietnã, principal produtor de robusta.

* “As chuvas irregulares e o calor extremo deste ano aumentaram as doenças fúngicas, gerando preocupações com a produção”, disse um corretor no Vietnã.

* O Vietnã exportou 1,1 milhão de toneladas de café no primeiro semestre de 2026, um aumento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, informou o governo em comunicado nesta quinta-feira.

* O café arábica caiu 2,8%, para US$3,012 por libra-peso, após atingir uma máxima de cinco meses de US$3,1680 no início do pregão.

* Operadores afirmaram que o mercado apresentou sinais de sobrecompra, o que levou a uma correção. Eles acrescentaram que os atrasos na colheita no Brasil, principal produtor, contribuíram para impulsionar a recente alta nos preços.

* “Os produtores aparentemente estão relutantes em vender, enquanto tentam avaliar os danos causados pelas chuvas. Os estoques da safra anterior estão escassos, e a lentidão na colheita não está ajudando a aliviar essa situação”, afirmou a corretora ADMIS em uma atualização de mercado.

* O preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado em US$483,10 a tonelada, após atingir uma máxima de 9 meses e meio, de US$490.

* Os corretores afirmaram que o mercado foi sustentado por preocupações de que o clima quente e seco possa reduzir a produção na União Europeia.


Fonte: Portal do Holanda

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