Brasil planeja elevar participação na produção global de minerais críticos para 12,2% até 2050
O Brasil estabelecerá a meta de aumentar sua participação na produção global de minerais críticos de 8,3% para 12,2% até 2050, segundo o Ministério de Minas e Energia.
O Plano Nacional de Mineração 2050 também visa reduzir o tempo de análise de licenças de mineração de 1.563 para 780 dias.
O governo publicará um plano de ação detalhado em 180 dias para implementar as medidas necessárias nos próximos quatro anos.
BRASÍLIA, 2 Jul (Reuters) – O Brasil divulgará nesta quinta-feira o Plano Nacional de Mineração 2050, estabelecendo a meta de aumentar sua participação na produção global de minerais críticos para 12,2% até 2050, ante os atuais 8,3%, informou o Ministério de Minas e Energia.
O plano, elaborado pelo ministério, será apresentado ao Conselho Nacional de Política Mineral, mas não requer a aprovação desse órgão.
Outras metas incluem reduzir o tempo médio de análise de licenças de mineração, de 1.563 dias atualmente para 780 dias, e diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes importados à base de fosfato e potássio de 87,3% para 34,9%.
O governo planeja publicar um plano de ação mais detalhado dentro de 180 dias, delineando as medidas a serem tomadas nos próximos quatro anos para implementar a estratégia para 2050.
Entre os minerais críticos estão as terras raras, abundantes no Brasil e essenciais para tecnologias avançadas, e que se tornaram um ponto central nas tensões comerciais entre os EUA e a China depois que Pequim começou a restringir suas exportações.
Apesar de possuir a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, o Brasil é responsável por menos de 1% da produção global, de acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) de 2026.
(Reportagem de Marcela Ayres, em Brasília; Reportagem adicional de Bernardo Caram)
Fonte: Portal do Holanda

