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IA agêntica pode exigir reforma regulatória, afirma autoridade do Banco da Inglaterra

A vice-governadora do Banco da Inglaterra, Sarah Breeden, destacou a necessidade de marcos regulatórios mais sofisticados para monitorar os riscos da IA no sistema financeiro.

Breeden afirmou que os atuais regulamentos não foram projetados para agentes autônomos, indicando lacunas na governança e prestação de contas.

O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) solicitou medidas de proteção rigorosas contra os riscos da IA, que desafiam a supervisão humana no setor bancário.

LONDRES, 30 Jun (Reuters) – Poderão ser necessários marcos regulatórios mais sofisticados para monitorar e conter os riscos que a IA representa para o sistema financeiro, afirmou nesta terça-feira uma das vice-governadoras do Banco da Inglaterra.

Em discurso no Fórum do Banco Central Europeu sobre bancos centrais, realizado em Portugal, Sarah Breeden, vice-governadora para a estabilidade financeira, disse que o rápido aumento das capacidades dos agentes de IA capazes de agir de forma autônoma revelou possíveis lacunas.

“Nossos marcos regulatórios não foram criados para contemplar agentes autônomos, e contar com a intervenção humana em todas as ações dos agentes provavelmente não é realista. Podem ser necessários marcos de governança e prestação de contas mais sofisticados”, disse Breeden.

Órgãos reguladores e organismos globais de definição de padrões têm alertado repetidamente sobre os riscos decorrentes da implantação da IA no setor financeiro desde que a Anthropic lançou o Mythos, que poderia representar desafios significativos de segurança cibernética para o setor bancário, segundo analistas.

No início de junho, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB na sigla em inglês) pediu medidas de proteção mais rigorosas para se precaver contra os riscos dos agentes de IA, que, segundo o órgão, representavam um desafio específico à supervisão humana.

(Reportagem de Phoebe Seers)


Fonte: Portal do Holanda

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