Com paciência, Brasil nunca perdeu a fé na virada contra o Japão
O Brasil venceu o Japão por 2 a 1, garantindo vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, em partida realizada em Houston.
A vitória marca a primeira virada do Brasil em uma partida eliminatória desde 2002, quando derrotou a Inglaterra por 2 a 1.
O técnico Carlo Ancelotti elogiou a mudança tática no intervalo e destacou a importância da paciência e da organização da equipe durante o jogo.
HOUSTON, 29 de junho (Reuters) – Paciência e uma mudança de estratégia no intervalo foram os segredos da vitória por 2 x 1 do Brasil sobre o Japão no último suspiro nesta segunda-feira, em Houston, que garantiu uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, segundo o técnico Carlo Ancelotti.
O Brasil conseguiu virar uma partida eliminatória de Copa do Mundo pela primeira vez desde a vitória por 2 x 1 sobre a Inglaterra nas quartas de final de 2002. Um gol de Gabriel Martinelli aos 50 minutos do segundo tempo derrotou uma seleção japonesa que havia se provado teimosa.
Ancelotti disse que a confiança de que seu time marcaria sempre esteve presente, mas uma mudança tática no intervalo para usar mais cruzamentos na área valeu a pena. Casemiro empatou de cabeça e o Brasil assumiu o controle da partida.
“Esta foi a partida mais completa que jogamos (na Copa do Mundo)”, disse Ancelotti. “Tivemos dificuldades no primeiro tempo porque o Japão estava se defendendo bem, marcando-nos de perto e com pressão.”
“No segundo tempo, superamos isso, conseguimos alguns espaços e fizemos cruzamentos. Essa foi, com certeza, uma evolução (tática)."
“No intervalo, disse aos jogadores para terem paciência, porque, mais cedo ou mais tarde, marcaríamos um gol. Mas precisávamos manter nossa organização para garantir que não comprometêssemos ainda mais a partida."
“O Japão é uma equipe muito boa, muito organizada, cria oportunidades perigosas e marca de perto (na defesa). É uma equipe forte fisicamente.”
Ancelotti elogiou a contribuição de Martinelli saindo do banco de reservas e disse que ele é o reserva perfeito.
“Martinelli tem muita intensidade como jogador, está sempre no seu melhor”, disse.
Ancelotti não utilizou Neymar como reserva, mas afirmou que havia considerado colocar o experiente atacante em campo.
“Estávamos pensando na prorrogação. Eu disse ao Neymar que, se o jogo estivesse empatado em determinado momento, eu o colocaria em campo. No fim das contas, não precisamos dele.”
O próximo adversário do Brasil, em Nova Jersey, no domingo, será o vencedor da partida de 16 avos de final desta terça-feira entre Costa do Marfim e Noruega.
“Nunca podemos nos contentar com o que estamos fazendo”, disse Ancelotti. “Estamos fazendo um bom trabalho, mas precisamos melhorar. Queremos jogar no nosso nível mais alto."
Fonte: Portal do Holanda

