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Arbitragem mais tolerante na Copa do Mundo contribui para torneio mais rápido e acirrado

A Copa do Mundo deste ano apresenta uma arbitragem mais tolerante, priorizando o andamento do jogo e reduzindo faltas insignificantes.

Estatísticas indicam que o número de faltas por partida caiu para 24,3, enquanto a média de gols aumentou para 2,95, superando o recorde de 2014.

A intensidade elevada do torneio tem gerado preocupações sobre lesões, afetando jogadores como Neymar e Raphinha, que lutam para recuperar a forma.

NOVA YORK, 28 Jun (Reuters) – Um estilo de arbitragem mais tolerante, que permite aos árbitros priorizar o andamento da partida em detrimento de contatos menores, surgiu como uma das características marcantes desta Copa do Mundo, à medida que o torneio entra na fase eliminatória.

Os árbitros têm sido incentivados a evitar marcar faltas insignificantes, o que ajuda a reduzir as interrupções e aumentar o tempo de jogo em um torneio já marcado por partidas com muitos gols e intensidade implacável.

Especialistas em ciência de dados, preparação física e arbitragem afirmam que essa abordagem, combinada com o surgimento de jogadores mais fortes e velozes, resultou em uma Copa do Mundo mais rápida e fisicamente mais exigente do que nunca.

As mudanças foram amplamente bem-vindas, mas especialistas alertam que jogadores que não estejam em plena forma — especialmente aqueles que estão retornando de lesões que afetam movimentos explosivos, como corridas de velocidade e aceleração — podem ter dificuldade para lidar com as exigências do torneio.

“Analisando os dados das últimas três Copas do Mundo, a distância percorrida pelos atletas é semelhante, mas há muito mais corrida em alta velocidade, muito mais sprints”, disse Chris West, preparador físico de futebol da Universidade de Connecticut.

A maioria das equipes agora pressiona os adversários não apenas para interromper a construção de jogadas, mas também para recuperar a posse de bola, disse West.

Como resultado, a corrida em alta velocidade que os jogadores fazem no ataque continua quando perdem a posse de bola, pois buscam recuperá-la o mais rápido possível.

“Tornou-se um jogo de alta intensidade”, disse ele.

A intensidade implacável do jogo também tem sido favorecida por uma abordagem mais branda dos árbitros.

“Há muitas entradas que os árbitros simplesmente não marcam. Vale tudo”, disse o comentarista de TV brasileiro Ledio Carmona durante a partida da fase de grupos entre Uruguai e Espanha, elogiando a disposição do árbitro em deixar o jogo fluir, apesar do caráter físico da disputa.


Fonte: Portal do Holanda

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