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Sérvios devem continuar com os protestos após presidente Vucic anunciar renúncia

Milhares de manifestantes se reunirão em Kraljevo após o anúncio de renúncia do presidente Aleksandar Vucic, que pode abrir caminho para eleições antecipadas.

Os protestos, iniciados após o desabamento em Novi Sad que matou 16 pessoas, refletem insatisfação com a gestão e corrupção do governo Vucic.

Analistas acreditam que Vucic pode manter influência política, concorrendo ao cargo de primeiro-ministro e colocando um aliado na presidência.

KRALJEVO, Sérvia, 28 Jun (Reuters) – Milhares de manifestantes devem se reunir na cidade sérvia de Kraljevo neste domingo, um dia depois de o presidente Aleksandar Vucic ter anunciado que deixaria o cargo, abrindo caminho para eleições presidenciais e parlamentares antecipadas.

Vucic, que está no poder como primeiro-ministro ou presidente há 12 anos, vem enfrentando meses de protestos liderados por estudantes, desencadeados pelo desabamento de uma cobertura de concreto em uma estação ferroviária na cidade de Novi Sad, no norte do país, no final de 2024, que matou 16 pessoas.

O incidente tornou-se um símbolo do que muitos consideram má gestão e corrupção do governo sob Vucic, e os protestos que se seguiram foram os maiores na Sérvia desde a derrubada de Slobodan Milosevic em 2000.

Vucic nega qualquer corrupção.

“Esta não é apenas uma luta política, mas uma batalha entre o bem e o mal”, disse Jelena Danicic, professora de sérvio que se encontrou com amigos no centro da cidade antes do comício.

As pessoas enfrentaram o calor ao chegarem a Kraljevo, onde vendedores ambulantes ofereciam camisetas com a frase “Os estudantes estão vencendo”.

O que começou como exigências de justiça pelos mortos acabou se transformando em pedidos para que Vucic renuncie e haja eleições antecipadas.

Embora muitos manifestantes se sintam validados pelo anúncio de Vucic, eles não esperam que ele desapareça da cena política. Analistas dizem que ele pode tentar concorrer ao cargo de primeiro-ministro e colocar um aliado na presidência para que possa continuar a exercer o poder.

“Não consigo imaginar que ele vá renunciar e deixar o poder para outra pessoa”, disse Marko Djokic, um especialista em TI de 41 anos que voltou à sua cidade natal para participar dos protestos.


Fonte: Portal do Holanda

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