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Primeiros navios-tanque atravessam estreito após acordo com Irã; ataques israelenses geram dúvidas no Líbano

Três petroleiros sauditas transportando 6 milhões de barris de petróleo atravessaram o Estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã.

O memorando assinado por Donald Trump e Masoud Pezeshkian exige o "fim definitivo" da guerra no Líbano e garante sua "integridade territorial e soberania".

Ataques aéreos israelenses no Líbano continuam, levantando dúvidas sobre a implementação do acordo, enquanto a situação humanitária no país se agrava.

Por Maya Gebeily e Rami Ayyub e Jonathan Saul

BEIRUTE/JERUSALÉM/LONDRES, 18 Jun (Reuters) – Três petroleiros com bandeira saudita, transportando 6 milhões de barris de petróleo, atravessaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira, poucas horas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um acordo com o Irã para pôr fim à guerra que tem prejudicado o abastecimento global de energia.

Mas no Líbano, onde mais de um milhão de pessoas estão deslocadas devido aos combates, as forças israelenses lançaram novos ataques aéreos na manhã de quinta-feira, levantando dúvidas sobre até onde Trump irá para forçar seus aliados de guerra a interromper uma ofensiva que ele agora se comprometeu a encerrar.

Trump assinou na quarta-feira o “memorando de entendimento” para encerrar a guerra, assim como o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fazendo com que o acordo entrasse em vigor dois dias antes do previsto. O acordo prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.

Embora as empresas de transporte marítimo afirmem que ainda levará algum tempo para que o tráfego pelo estreito retorne aos níveis pré-guerra — já que ainda é preciso garantir o acesso seguro e remover as minas —, houve sinais imediatos de um impacto.

Navios que antes poderiam ter ocultado suas posições desligando seus transponders agora estavam transmitindo suas localizações, prontos para atravessar o estreito.

Os preços de referência dos futuros do petróleo Brent caíram mais 2%, ficando abaixo de US$78 o barril, o menor nível desde o início dos ataques.

O memorando entre EUA e Irã dá início a um período de negociação de 60 dias para se chegar a um acordo definitivo para a guerra, que Trump iniciou em fevereiro ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

MEMORANDO EXIGE FIM DA GUERRA NO LÍBANO

Mas Israel, que lançou uma invasão do Líbano em março e, desde então, tomou uma grande faixa do sul do Líbano em sua perseguição aos militantes do Hezbollah que abriram fogo através da fronteira em apoio ao Irã, foi excluído das negociações.

O Irã sempre afirmou que qualquer acordo de paz precisa abranger também o Líbano. Em uma aparente concessão significativa ao Irã, o memorando assinado por Trump exige explicitamente o “fim definitivo” da guerra no Líbano e que sua “integridade territorial e soberania” sejam garantidas.

Com o Líbano entre as questões mais delicadas dos esforços de paz, Trump, nos últimos dias, passou a criticar abertamente as operações de seu aliado no país, acusando Israel de destruir desnecessariamente prédios inteiros para atingir combatentes do Hezbollah.


Fonte: Portal do Holanda

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