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Contato de Lula com Trump no G7 vai de ‘bom trabalho’ a embate sobre as eleições no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do G7 em Évian-les-Bains, onde teve um contato inicial cordial com Donald Trump, que o elogiou.

Durante a cúpula, Lula criticou Trump por seu "comportamento de imperador" e afirmou que o americano é um mau exemplo para a democracia.

Trump, em coletiva, comentou sobre a situação política no Brasil, confundindo membros da família Bolsonaro, e Lula respondeu que o americano conhece pouco o país.

Toda a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses, girou em torno da expectativa de como seria seu contato com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Ele chegou a ouvir um "good job" do republicano, mas deixou o evento nesta quarta-feira, 17, protagonizando um embate sobre as eleições brasileiras.

Em frente às câmeras, o contato de Lula com Trump foi gélido. Durante a foto de família dos membros do G7 e os países convidados, os dois presidentes ficaram distantes. Eles passam um perto do outro sem trocar uma palavra. Em um discurso no segundo dia de cúpula, Lula fez críticas veladas ao americano ao citar protecionismo.

Nos bastidores, porém, a situação era um pouco diferente. Durante um jantar organizado pelo anfitrião da cúpula, o francês Emmanuel Macron, na terça, Lula e Trump se cumprimentaram.

Na manhã desta quarta um vídeo publicado pelo site ICL Notícias mostrou Trump falando rapidamente com Lula nos corredores do Hotel Royal, onde o evento ocorreu, pouco antes de uma reunião entre todos os líderes presentes. No vídeo, é possível ver o americano dando a mão ao brasileiro, perguntando se ele estava bem e dizendo "good job" (Bom trabalho, em português).

A situação mudou quando Lula foi gravado com o microfone aberto que foi captado pela agência Associated Press. No áudio, que é pouco claro, Lula critica o "comportamento de imperador" do americano e diz que ele é um mau exemplo para a democracia.

Em coletiva de imprensa na residência da representação brasileira em Genebra, depois de deixar a cúpula, Lula confirmou a fala: "Acho que ele fez uma coisa desaforada para o Brasil. Por isso disse que ele age como imperador", se referindo à ameaça de tarifaço por parte dos Estados Unidos e a classificação de PCC e CV como grupos criminosos.

A situação por fim degringolou quando Trump falou sobre Lula e o Brasil durante sua coletiva de imprensa, ainda em Évian-les-Bains. Questionado por jornalistas brasileiros sobre as suas interações com o petista, ele respondeu: "Passei bastante tempo com ele, na verdade. E o país está um pouco complicado, não é? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente."

Ao se referir a "querem prender Bolsonaro Júnior" e "que estava indo bem nas pesquisas", o americano parece confundir Eduardo Bolsonaro, que foi condenado pelo STF por coação à Justiça, com Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato a presidente pelo PL.

Lula foi informado desta fala do americano já durante sua coletiva de imprensa em Genebra e respondeu que "Trump conhece pouco o Brasil".


Fonte: Portal do Holanda

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