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Ações da BMW atingem mínimas de 2020 após alerta sobre lucros

As ações da BMW caíram cerca de 7%, atingindo o menor nível desde novembro de 2020, após alerta sobre lucros e revisão negativa nas perspectivas.

A montadora atribuiu a queda à fraqueza no mercado chinês e ao impacto da guerra no Irã sobre preços e consumidores.

O novo CEO, Milan Nedeljkovic, enfrenta desafios com a imagem da marca e possíveis cortes de capacidade de 10% a 15% em operações na Alemanha.

BERLIM, 17 Jun (Reuters) – As ações da montadora alemã de luxo BMW caíram cerca de 7% após a empresa ter divulgado, na noite de terça-feira, um alerta sobre os lucros que, segundo alguns analistas, poderia indicar uma reformulação estratégica mais ampla, incluindo cortes de capacidade na Europa.

A BMW atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo dos consumidores. Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies afirmaram que a revisão para baixo nas perspectivas foi significativamente maior do que o esperado.

A queda nos preços na quarta-feira levou as ações da BMW ao seu nível mais baixo desde novembro de 2020 e pesou sobre as ações de todo o setor automotivo europeu, incluindo as rivais alemãs Volkswagen e Mercedes-Benz.

Além de reduzir sua margem operacional no setor automotivo de 4% a 6% para 1% a 3%, a BMW informou que intensificaria os cortes de custos, com um impacto negativo pontual no segundo semestre de 2026.

A BMW divulgou seu alerta de lucros — que os analistas do JP Morgan descreveram como radical — apenas seis semanas depois de a empresa ter confirmado suas perspectivas durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre.

COMEÇO RUIM PARA O NOVO CEO

É um mau começo para o presidente-executivo Milan Nedeljkovic, que assumiu o cargo no mês passado, substituindo o líder de longa data Oliver Zipse.

“Após três alertas de lucros nos últimos dois anos, todos em grande parte relacionados à China, a imagem da BMW como a ‘marca estável’ do setor automotivo claramente sofreu um golpe”, escreveram analistas do Deutsche Bank em uma nota.

A corretora Jefferies afirmou que espera que a reestruturação afete principalmente as operações da BMW na Alemanha e possa acelerar a localização em mercados como a China e a América do Norte, a fim de proteger as margens e evitar exportações da Alemanha.

Isso poderia resultar no anúncio de um corte de 10% a 15% na capacidade durante o ‘Capital Markets Day’ da empresa, ainda este ano, escreveram os analistas do JP Morgan.

(Reportagem de Rachel More; Reportagem adicional de Christoph Steitz)


Fonte: Portal do Holanda

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