Armênia prende Mikhail Verbitsky matemático russo que atua no Brasil
Mikhail Verbitsky, matemático russo no Brasil, foi preso na Armênia a pedido das autoridades russas, que o acusam de apologia ao terrorismo.
O IMPA, onde Verbitsky atua desde 2017, considera as acusações como perseguição política e pede sua libertação imediata.
A detenção gerou preocupação na comunidade científica, que defende a liberdade acadêmica e a segurança dos pesquisadores como princípios essenciais.
O matemático russo Mikhail Verbitsky atua no Brasil pelo IMPA – Foto: IMPA
Manaus/AM – O matemático russo Mikhail Verbitsky, pesquisador do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no Rio de Janeiro, desde 2017, foi preso na última quinta-feira (11) no Aeroporto Internacional de Zvartnots, em Yerevan, capital da Armênia.
Em nota, o IMPA afirmou que a detenção ocorreu a partir de um pedido das autoridades russas e classificou as acusações contra o pesquisador como perseguição política.
Segundo informações divulgadas por apoiadores e veículos internacionais, o matemático passou a ser alvo de investigação criminal na Rússia em 2024, sob acusação de apologia ao terrorismo. Ele nega as acusações. Em 2025, seu nome foi incluído na lista russa de terroristas e extremistas.
A imprensa russa também informou que Verbitsky é crítico da guerra na Ucrânia e assinou manifestações públicas contra a ação militar russa. Até o momento, as autoridades da Armênia não divulgaram detalhes sobre um eventual pedido formal de extradição.
A instituição pediu a libertação imediata de Verbitsky e seu retorno ao Brasil para continuar suas atividades acadêmicas. Reconhecido internacionalmente por seus trabalhos em geometria complexa e variedades hiperkähler, Verbitsky integra o corpo docente do instituto sediado no RJ e é considerado uma referência na formação de novos pesquisadores.
O caso gerou preocupação na comunidade científica. Em comunicado, o IMPA destacou que a liberdade acadêmica e a segurança dos pesquisadores são princípios fundamentais para o desenvolvimento da ciência.
Fonte: Portal do Holanda

