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Agência dos EUA confirma formação do El Niño com potencial histórico

O fenômeno El Niño foi confirmado por cientistas do governo dos EUA, com 63% de probabilidade de atingir força devastadora até o fim de 2023.

Os impactos no Brasil incluem seca no Norte e Nordeste, excesso de chuvas no Sul e calor intenso no Sudeste e Centro-Oeste, afetando setores estratégicos.

O evento é considerado um dos maiores extremos climáticos dos últimos 75 anos, potencializando desastres ambientais em um planeta já superaquecido.

Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA

O monitoramento do Oceano Pacífico entrou em estágio de alerta máximo. Um novo relatório global emitido por cientistas do governo americano nesta quinta-feira (11/06) aponta que o fenômeno El Niño já está ativo e tem 63% de probabilidade de atingir um patamar de força devastador até o fim do ano. Se as projeções se confirmarem, o evento figurará entre os maiores extremos climáticos medidos no planeta nos últimos 75 anos.

A confirmação põe fim às especulações de analistas internacionais, que já observavam o aquecimento atípico das águas na região da Linha do Equador. O foco dos meteorologistas agora se volta para a intensidade do fenômeno, cujos efeitos devem se estender até o início de 2027.

O mecanismo por trás do fenômeno

O El Niño surge quando a faixa equatorial do Pacífico sofre uma elevação térmica igual ou superior a $0,5^circtext{C}$. Essa mudança mexe diretamente com os ventos globais, alterando o regime de chuvas e o comportamento das frentes frias ao redor da Terra.

Especialistas ressaltam que o fenômeno é um ciclo natural, mas o grande perigo atual reside no fato de ele se desenvolver em um planeta com a atmosfera já superaquecida devido às mudanças climáticas. Essa combinação tende a potencializar desastres ambientais.

Como o Brasil será afetado

O período crítico dos impactos em território nacional está previsto para ocorrer entre os meses de novembro e janeiro. O comportamento do clima será dividido no país:

Seca crônica no Norte e Nordeste: A escassez de chuva pode castigar a bacia amazônica e o semiárido, prejudicando o abastecimento e aumentando o risco de incêndios florestais;

Excesso de chuva no Sul: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná ficam sob a ameaça de tempestades severas e enchentes recorrentes;

Calor sufocante no Sudeste e Centro-Oeste: O bloqueio atmosférico deve trazer verões com temperaturas recordes e chuvas mal distribuídas.

A gravidade desse cenário afetará diretamente setores estratégicos, como a produção de alimentos na agricultura, o preço da energia elétrica e o nível dos reservatórios de água.

Retrospectiva: O histórico recente

Nos últimos anos, mesmo as ocorrências mais fracas do fenômeno trouxeram consequências severas para a economia global devido à vulnerabilidade climática da Terra:

2006 a 2010: Períodos que alternaram entre eventos de força fraca e moderada;

2014–2016: Um "super El Niño" causou quebras de safra e recordes de calor;

2018–2019: Ciclo mais curto e de menor impacto;

2023–2024: Evento de forte intensidade com marcas térmicas históricas;

2026–2027: Ciclo atual recém-confirmado, com alto potencial de destruição.


Fonte: Portal do Holanda

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