Iniciativa leva inclusão digital para mulheres pescadoras, marisqueiras, indígenas, quilombolas e extrativistas
Parceria entre os Ministérios das Comunicações e das Mulheres doa computadores a associações voltadas a profissionais de todo o Brasil
Mulheres pescadoras, marisqueiras, indígenas, quilombolas, extrativistas e jovens de comunidades tradicionais de diversas regiões do Brasil passarão a ter mais acesso à informação, capacitação, serviços públicos e oportunidades de geração de renda por meio da inclusão digital. Em parceria, os Ministérios das Comunicações e das Mulheres realizaram a doação de computadores para organizações que atendem esses públicos, ampliando o acesso à tecnologia em territórios que enfrentam desafios históricos de conectividade. O acordo foi assinado durante o Fórum Nacional de Políticas Públicas para esta população, realizado na Esplanada dos Ministérios.
“As desigualdades atingem de forma diferente os territórios e as pessoas. Sabemos que as mulheres das águas enfrentam desafios históricos relacionados ao reconhecimento de seu trabalho, ao acesso a políticas públicas e à garantia de direitos. Por essa razão, promover inclusão digital também é promover justiça social. É garantir que a tecnologia esteja a serviço da vida, da produção, da organização comunitária e do fortalecimento das mulheres”, afirmou.
O Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas pastas reforça o compromisso de garantir que o avanço tecnológico sirva como ferramenta de cidadania e desenvolvimento. O evento contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Helena, além de representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Saúde e de pesquisadores da Fiocruz.
Organizações beneficiadas
A distribuição dos equipamentos alcançou comunidades que enfrentam desafios históricos de isolamento geográfico.
Nordeste: mulheres indígenas Pataxó (Bahia), marisqueiras de Alagoas, além de pescadoras e pescadores artesanais do Rio Grande do Norte e de Sergipe.
Norte: comunidades extrativistas costeiras e marinhas do Pará.
Sudeste: mulheres quilombolas de Minas Gerais, além de comunidades pesqueiras do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Centro-Oeste: comunidades pantaneiras de Mato Grosso.
Fonte: Agência Gov / Governo Federal

