Air New Zealand prevê custos elevados de combustível até 2027
A Air New Zealand projeta custos elevados de combustível, estimando preços em torno de US$150 por barril até 2027, segundo o CEO Nikhil Ravishankar.
A companhia compensou apenas 25% a 40% do impacto dos preços altos por meio de hedge e aumentos de tarifas, enfrentando desafios contínuos.
A Air New Zealand não planeja buscar mais liquidez, mas pode implementar cortes de custos e aumentos táticos de tarifas se a demanda se mantiver resistente.
RIO DE JANEIRO, 6 Jun (Reuters) – A Air New Zealand compensou apenas de 25% a 40% do impacto dos preços mais altos do combustível por meio de hedge e aumentos de tarifas, disse o presidente-executivo da empresa, Nikhil Ravishankar, à Reuters neste sábado, enquanto a companhia aérea projeta custos elevados de combustível para o ano fiscal de 2027.
A companhia aérea está projetando o preço do combustível de aviação em torno de US$150 por barril, com base no Singapore Jet Index, disse Ravishankar durante reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo, no Rio de Janeiro. A Air New Zealand não está enfrentando escassez no fornecimento de combustível, disse ele, mas afirmou que o choque de preços continua sendo o principal desafio.
A companhia aérea já impôs duas rodadas de aumentos de tarifas e poderia considerar outros aumentos táticos nos mercados em que a demanda continua resistente, disse Ravishankar.
"Não é possível continuar aumentando os preços infinitamente. O mercado responderá e a demanda diminuirá, e então você voará menos", disse ele em entrevista.
Ravishankar disse que a Air New Zealand não espera recorrer aos mercados para obter mais liquidez, argumentando que o balanço patrimonial da companhia aérea e seu portfólio de aeronaves sem ônus lhe davam espaço para suportar os preços elevados dos combustíveis por um longo período.
Se os preços dos combustíveis permanecerem elevados, a companhia aérea lançará mão de uma combinação de cortes de custos, negociações com fornecedores, aumentos de tarifas e reduções de capacidade, disse ele.
A Air New Zealand também está se recuperando de problemas com motores e atrasos na entrega de aeronaves que, em determinado momento, chegaram a paralisar até 20% de sua frota. Ravishankar disse que esse número caiu para menos de 5%, com a expectativa de que a maioria das aeronaves volte a voar nos próximos dois a três meses.
A compensação da Boeing, da Rolls-Royce e da Pratt & Whitney ajudou a mitigar as perdas, mas cobriu apenas parcialmente o prejuízo econômico, disse ele.
(Reportagem de Rajesh Kumar Singh no Rio de Janeiro)
Fonte: Portal do Holanda
