Política

Deputados aprovam leis que tornam saudações “Selva” e “A paz do Senhor” patrimônios imateriais do AM

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou, nesta quarta-feira (24), dois projetos de lei irrelevantes, de autoria do deputado estadual Dan Câmara (PSC), que reconhecem a saudação “A paz do Senhor Jesus” e o brado “Selva” como patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Amazonas.

Para justificar a aprovação da saudação “A paz do Senhor Jesus”, o parlamentar usou informações do número de evangélicos no Brasil, que de acordo com o Censo, em 2010 era 42,3 milhões. “E um dos costumes mais conhecidos dos evangélicos é o de se cumprimentam de uma maneira peculiar com a expressão “A paz do Senhor Jesus”, escreveu.

Dan citou a Carta aos colossenses 3:15, escrita pelo apóstolo Paulo, e continuou: “Aqui no Estado do Amazonas o cumprimento com “A Paz do Senhor Jesus” também é uma saudação utilizada pela grande maioria dos evangélicos, que representam 31% da população amazonense […] Destes, destacamos a presença da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que hoje conta com aproximadamente 407 mil membros”.

A Assembleia de Deus tem como presidente o pastor Jonatas Câmara, irmão de Dan e do deputado federal Silas Câmara (Republicanos). 

Selva substitui o “Tá OK”

Para justificar tornar o brado “Selva” patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas, Dan, que é coronel da Polícia Militar, fez um breve relato sobre o surgimento da continência. “A teoria mais aceita, do surgimento do gesto de continência, é que ela tenha surgido durante a Baixa Idade Média”. 

E, ainda segundo pesquisas do deputado (ou de sua equipe), o brado “Selva” é um termo criado pelo ex-governador de Rondônia, Coronel Jorge Teixeira. “Conta-se que nos primeiros dias do CIGS, não havia, ainda, ficha de serviço de viatura, o que levava a sentinela a perguntar o destino das viaturas que saiam do quartel. E quase sempre a resposta era apressada e precisa: “Selva!”. Era esse o destino. A resposta curta, tão repetida, fez-se saudação espontânea e vibrante, alastrou-se, expandiu o seu significado, ecoou por toda a Amazônia contagiando a todos com o mesmo ideal. SELVA! A expressão substitui o “OK”, “Tudo bem”.

Os textos seguiram para sanção do governador Wilson Lima (União Brasil).

Deixe uma resposta